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Vídeo: outro suspeito de envolvimento em assalto a casa de servidora da GM depõe à polícia; relato dele difere do que foi dito pela esposa

Um homem, apontado como suspeito, e a esposa dele foram chamados no dia 18 de janeiro para depor à delegada do GDE (Grupo de Diligências Especiais)...

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Por Luiz Oliveira

A reportagem da CGN teve acesso nesta quinta-feira (4) a dois vídeos de depoimentos feitos à Polícia Civil, referentes ao caso do assalto ocorrido na residência de uma servidora da Guarda Municipal no dia 10 de janeiro deste ano.

Um homem, apontado como suspeito, e a esposa dele foram chamados no dia 18 de janeiro para depor à delegada do GDE (Grupo de Diligências Especiais) da Polícia Civil. Este indivíduo é irmão de um indivíduo que também foi abordado pela GM e PM na data do crime de roubo, durante as diligências. Ele já possui antecedente criminal por crime de homicídio, tendo ficado 12 anos presos por conta deste assassinato.

O homem e a mulher prestaram depoimentos separados, porém, há divergências entre os relatos feitos por eles à autoridade policial.

A mulher, questionada sobre o dia 10 de janeiro, relatou que estava em casa e que acabou dormindo juntamente com as crianças durante parte do dia, enquanto que o marido ficou em casa consumindo bebida alcoólica durante boa parte do dia, na companhia de um indivíduo, e que por volta das 16h, os dois homens acabaram “saindo” a pé.

A mulher relata que após o caso de roubo e detenção de dois suspeitos, o marido não mais retornou para casa e só fez isso após conversar com um advogado, dias depois. Ela também afirmou que o homem, mesmo questionado pela esposa, não dava nenhuma informações sobre o que ele fez no dia 10 de janeiro, depois que saiu de casa na companhia de um ‘amigo’.

Já o homem alega que saiu de casa para ir até um bar, que fica na esquina de sua casa. Ele concordou com estava na companhia de um ‘conhecido’, em frente a sua residência, consumindo bebida alcoólica, mas que ambos teriam ficado juntos por cerca de meia-hora, no máximo. Entretanto, no depoimento, a esposa afirma que este ‘conhecido’ havia ficado a tarde toda no imóvel, fazendo uso de bebidas. O suspeito também disse que ‘não conhecia direito’, ‘apenas de vista’, o rapaz com quem consumia bebida alcoólica, já a mulher alega conhecer há meses este mesmo indivíduo que estava na companhia de seu marido e que inclusive sabe onde o homem mora.

Questionado pela polícia sobre o porquê de ter “sumido” nos dias posteriores a 10 de janeiro, o homem alegou que “soube” que as forças de segurança estavam à sua procura e que queriam “matá-lo”, conforme disse em depoimento. Ele afirmou ter ficado com medo e se escondido na casa de sua mãe, até conversar e pedir orientações a um advogado.

Ainda durante o depoimento à polícia, o indivíduo negou qualquer participação no crime, dizendo que no dia dos fatos, passou parte do dia em casa, foi até um bar na esquina, depois foi até a casa de seu irmão (um dos abordados pelas forças de segurança) e que foi justamente na casa de seu irmão é que “soube” que as forças de segurança estavam à sua procura, decidindo, então, fugir.

Durante o depoimento, tanto a delegada quantos os investigadores que acompanharam a gravação dos relatos, questionaram o homem quanto as diferenças de versões entre ele e sua esposa, porém o indivíduo sempre se manteve defendendo sua versão, mesmo contradizendo detalhes explicados pela esposa e também pelo seu próprio irmão, que prestou depoimento em data anterior.

O crime

Na tarde de domingo, no dia 10 de janeiro, dois indivíduos, sendo um deles armado, chegaram até a casa de uma servidora da Guarda Municipal, no Bairro Nova Cidade, e anunciaram um assalto. Na casa estava a servidora e uma colega.

Do local, os criminosos fugiram levando o automóvel da servidora, bem como uma pistola funcional e um colete balístico que pertencem a Guarda Municipal, além de celular, notebook e outros pertences.

Minutos após o crime, o carro e o colete balístico foi encontrados abandonados em um fim de rua no Bairro Santa Felicidade e diversas equipes da GM e PM estiveram empenhadas na procura pelos assaltantes.

Durante estas buscas, as equipes rastrearam o aparelho celular e chegaram até uma residência, também no Santa Felicidade, onde o celular, o notebook e a arma de fogo foram encontrados e recuperados, segundo as informações da Guarda Municipal. Neste imóvel, as equipes detiveram dois suspeitos que supostamente teriam reagido a ação das forças de segurança e acabaram agredidos, sendo necessário o encaminhamento para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), antes de serem conduzidos para a 15ª SDP (Subdivisão Policial).

A defesa dos indivíduos detidos no dia do crime nega a participação deles no assalto e acusa os servidores de agressão, além de promover danos no interior da casa dos suspeitos. Os indivíduos detidos na data do crime, que são primos, possuem álibi com imagens de câmeras de monitoramento que filmaram eles trabalhando em uma oficina no momento em que o crime estaria ocorrendo, na casa da servidora. O patrão dos indivíduos também prestou depoimento e deu entrevista à imprensa confirmando que os primos não tinham envolvimento com o assalto, pois estavam trabalhando.

Deste a data do crime, dezenas de servidores da GM já prestaram depoimento à polícia, defendendo suas versões para o caso.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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