Eleição Senado: MDB elege o “número 2” e escolha divide aliados de Pacheco

O interesse pelo cargo gerou uma divisão entre aliados do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), padrinho de Pacheco no cargo. Inicialmente, Alcolumbre havia prometido a...

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Por Agência Estado

Em meio a uma disputa entre o grupo de aliados do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o MDB conseguiu emplacar o “número 2” da Casa. Com 40 votos, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi eleito vice-presidente da Mesa do Senado nesta terça-feira, 2. Ele derrotou o senador Lucas Barreto (PSD-AP), que recebeu 33 votos.

O interesse pelo cargo gerou uma divisão entre aliados do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), padrinho de Pacheco no cargo. Inicialmente, Alcolumbre havia prometido a vaga para o PSD. Mais tarde, porém, ele fez um acordo com o MDB: ofereceu o cargo na Mesa para que o partido abandonasse a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à presidência do Senado e apoiasse o candidato do DEM.

O movimento irritou membros do PSD, para quem Davi Alcolumbre deu um “capote” na legenda e prejudicou Lucas Barreto, um dos aliados mais próximos do senador do Amapá. Mesmo após o acordo com o MDB, o PSD se recusava a ceder.

A disputa teve que ser decidida no voto nesta terça-feira, 2. Após o resultado, Lucas Barreto abraçou Veneziano, em sinal de pacificação. Os demais cargos da Mesa foram definidos e eleitos por acordo.

Se Lucas Barreto fosse eleito, o MDB, maior partido do Senado, com 15 integrantes, ficaria isolado, sem cargos importantes na Mesa e sem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – já que há uma negociação para Davi Alcolumbre presidir a CCJ.

“Um partido com 15 integrantes estar fora simplesmente da composição da Mesa é algo pouco entendível e compreensível até para o melhor funcionamento da Casa”, disse Veneziano, antes da votação.

Questionado sobre o impasse, Rodrigo Pacheco afirmou que tentaria, antes da votação, um acordo até a “undécima hora”. Sobre a possibilidade de o maior partido da Casa ficar isolado, o presidente do Senado fez uma autorreferência. “Eu próprio me candidatei por um partido com seis senadores. Obviamente, vamos buscar essa compatibilização para dar todo o prestígio a todos os partidos da Casa.”

Todos os demais cargos na Mesa ficaram com aliados de Pacheco. A única integrante da cúpula que declarou apoio a Simone Tebet (MDB-MS) na eleição foi a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), escolhida como 3ª suplente. O cargo de 4º suplente ficou vago e poderá ser decidido em outra ocasião.

Mesa do Senado – Comissão Diretora:

Presidente: Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
1º vice-presidente: Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
2ª vice-presidente : Romário (Podemos-RJ)
1º secretário: Irajá Abreu (PSD-TO)
2º secretário: Elmano Férrer (PP-PI)
3º secretário: Rogério Carvalho (PT-SE)
4º secretário: Weverton Rocha (PDT-MA)

1º suplente: Jorginho Mello (PL-SC)
2º suplente: Luiz do Carmo (MDB-GO)
3º suplente: Eliziane Gama (Cidadania-MA)
4º suplente: vago

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