
Rotina desgastante nos hospitais se aproxima de um ano no combate à pandemia
O Hospital Universitário e o Hospital de Retaguarda, ambos de Cascavel são os Centros de Tratamento à Covid-19 que agregam vários respiradores. ...
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Por Allan Machado
O trabalho intenso se aproxima de um ano e diversos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem já estão desgastados. Duas unidades hospitalares do setor público chamam atenção na Região Oeste do Paraná.
O Hospital Universitário e o Hospital de Retaguarda, ambos de Cascavel são os Centros de Tratamento à Covid-19 que agregam vários respiradores.
No HU são 38 leitos de UTI e 15 de enfermaria, já no Retaguarda são 14 leitos de UTI e 28 de enfermaria.
O médico Gustavo Henrique do Nascimento, diretor-técnico do Hospital de Retaguarda, afirma que quando o vírus chegou ao Brasil não tinha um rumo a seguir, porque era tudo muito novo, muito recente e o aprendizado foi ao logo do tempo.
“Era uma surpresa pra todos, nós não sabíamos como seria tratado, como seria a recuperação; a gente foi aprendendo ao longo do tempo, sabíamos apenas da prevenção. O atendimento está muito profissionalizado neste momento e tivemos várias histórias, cada paciente compartilha com a gente e nós sabemos que todos nós somos vítimas desse temido vírus”.
A enfermeira Jéssica da Silva Zelinksi diretora de enfermagem do Hospital de Retaguarda afirma que os profissionais foram vistos com bons olhos pela população e que isso deve servir de lição para que os profissionais sejam bem remunerados e respeitados.
“o que eu sinto e toda a nossa equipe é aquela vontade que a pandemia cessasse. Nesse momento a população está vendo a importância dos profissionais de saúde e isso também inclui todas as categorias profissionais. A gente não consegue trabalhar sem nenhum deles, então por isso, quanto mais valor a gente receber, mais motivados as pessoas vêm trabalhar”
Para enfermeiros e técnicos de enfermagem o trabalho intenso foi desgastante de forma física e mental, mas foi necessário colocar os pés no chão e seguir firme, sempre prestando um atendimento com qualidade.
“Bastante desgastante, fica com o emocional e o físico abalados; a gente pensou que ia passar logo e acabou ficando cansativo para todos”, diz a servidora Dirce Ramos
“Trabalhar aqui é um trabalho bastante árduo; são vários processos todos os dias, não é fácil, mas é gratificante; quando o paciente fica 30 ou 40 dias e consegue sair do hospital é quando a gente percebe que realmente vale a pena todo nosso esforço”, diz a servidora Lidiane Aparecida.
Hoje, quase todos os profissionais que prestam atendimentos à pacientes infectados com o Coronavírus já estão vacinados com a primeira dose da imunização.
Desta forma, os trabalhadores podem continuar com os enfrentamentos diários com, pelo menos, um pouco mais de tranquilidade.
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