Por caminhos diferentes, Santos e Palmeiras encontram soluções na base

O Palmeiras também fez apostas que deram certo. Encontrou, por exemplo, o atual capitão do time, Gustavo Gómez, quase esquecido na reserva do Milan em meados...

Publicado em

Por Agência Estado

Santos e Palmeiras chegaram à decisão da Libertadores apostando na mescla entre jogadores da base e peças-chave com mais experiência. Mas a maneira como encontraram a formação ideal foi bem diferente. O time alvinegro enfrentava crise financeira e estava proibido pela Fifa de contratar jogadores. A equipe alviverde optou por evitar apostar em reforços milionários e, mesmo com dinheiro em caixa, preferiu dar oportunidade aos mais jovens.

O Palmeiras também fez apostas que deram certo. Encontrou, por exemplo, o atual capitão do time, Gustavo Gómez, quase esquecido na reserva do Milan em meados de 2018. O paraguaio só havia atuado por dez minutos na temporada anterior na Itália e estava no radar de Boca Juniors e Flamengo. A negociação com o time alviverde foi complicada. O zagueiro aceitou vir ao clube brasileiro após conversas com o então diretor de futebol, Alexandre Mattos, e o atacante Lucas Barrios, que teve participação decisiva no convencimento do atleta.

Em julho de 2019, um outro titular deste elenco da Libertadores chegou ao clube. O atacante Luiz Adriano quis deixar o Spartak Moscou, da Rússia, e voltar ao futebol brasileiro após 13 anos no exterior. Mattos conduziu a negociação com o empresário do jogador, Gilmar Veloz. Ainda restavam dois anos de contrato. A decisão de contratar Luiz Adriano foi para repor as futuras saídas de Borja e Deyverson.

Rony chegou ao clube só em 2020, mas a aproximação dele com o Palmeiras teve início dois anos antes. O jogador esteve na Academia de Futebol e até fez exames médicos no começo de 2018, porém detalhes impediram a contratação. O clube continuou a monitorar a situação do atleta e no início desta temporada fechou a compra por R$ 28 milhões.

Somaram a eles a base de um elenco de garotos que venceu quase tudo que disputou na base. Trabalho de sucesso graças ao garimpo da comissão técnica que encontrou, por exemplo, o meio-campista Danilo, em 2018, no Cajazeiras, na segunda divisão da Bahia, e o volante Patrick de Paula, na Taça das Favelas.

Wesley Carvalho, técnico do sub-20 do Palmeiras, revelou que o clube tem sete observadores que acompanham as competições de base pelo País e também conta com ajuda de parceiros no exterior. E lembra que todos tem a experiência de serem protagonistas em conquistas da base.

“A expectativa (de vê-los ser protagonistas no profissional) era grande pelo fato de os mesmos já terem passado por esse processo numa categoria menor, nas disputas do Brasileiro Sub-20 (campeões em 2018 e vice-campeões em 2019), Paulista Sub-20 (tricampeões) e Copa do Brasil Sub-20 (campeões) e terem assumido o protagonismo na categoria como está acontecendo agora.”

CUCA TRANSFORMA O SANTOS – O Santos, no ano passado, ficou impedido pela Fifa de contratar jogadores, passou por impeachment do presidente, foi eliminado precocemente do Paulistão e até hoje deve salários para o elenco. Dentro de campo, superou todas as adversidades, apostou em um técnico experiente e chegou à decisão da Libertadores, mais uma vez, com ajuda fundamental dos “Meninos da Vila”.

Quando assumiu, em agosto, Cuca disse que só o trabalho poderia salvar o time e repetiu, em diversas entrevistas, a frase clichê de fazer do elenco uma família. Em seis meses, contou com a excelente fase de Marinho e Soteldo, além do capitão Alison, que souberam dar tranquilidade aos mais novos.

Ao SporTV, Cuca chegou a “agradecer” a punição da Fifa, pois por causa disso descobriu garotos da base. “Poderia não ter acertado em algumas contratações e os nossos jogadores não terem a mesma resposta desses meninos”, opinou.

O time profissional tem oito jogadores de até 21 anos: o atacante Marcos Leonardo (17), o zagueiro Derick e o meia Ivonei (18); o atacante Kaio Jorge e o meia Lucas Lourenço (19); os zagueiros Alex Nascimento e Wagner Leonardo (20) e o atacante Taílson (21). Em recente entrevista ao Estadão, Cuca comentou sobre o fato de a ausência de público nos estádios facilitar a promoção desses atletas.

“São coisas que não tem como a gente medir, não dá para saber. É difícil falar, mas eles têm uma menor pressão. Se um jovem perder um gol e a torcida reclamar, não sei como ele reagiria, Teria que ter uma parâmetro sem torcida e depois com torcida.”

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X