• Mariana Lioto
  • CGN

11 Janeiro 2019 | 11h01min

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná foi condenado a pagar indenização para a mãe de uma jovem que morreu dias de infecção hospitalar dias depois de um parto por cesariana em Cascavel. O caso ocorreu em 2007 e o processo tramitava desde 2008. A sentença foi publicada esta semana pela Vara da Fazenda Pública.

A gestante tinha apenas 14 anos e deu entrada no hospital no dia 22 de janeiro de 2007, tendo seu filho horas depois. Ela estava bem, mas permaneceu internada até o dia 27, pois o bebê precisava de banho de luz.

Com dores e sangramento ela voltou ao hospital no dia 30, quando a infecção foi descoberta. No dia 3 e no dia 5 de fevereiro ela foi submetida a cirurgias e veio a falecer.

A justiça entendeu que ao manter a jovem no hospital mais de 48 horas depois da cesárea para acompanhar o bebê que seguia internado a expôs ao risco de infecção.  

“Não há nenhum elemento nos autos que evidencie que o recém-nascido se encontrava em situação de risco ou qualquer outro fundamento que justificasse a manutenção da mãe nas dependências do hospital”, diz a sentença.

Para a justiça, há indicativos de que ela não recebeu os cuidados apropriados. No segundo internamento, por exemplo, ela não foi para a UTI por ausência de vagas mesmo após ter uma parada cardiorrespiratória e ter sido reanimada pelos médicos.

O hospital, apesar de confirmar que a vítima contraiu a infecção nas suas dependências, defende que a responsabilidade é subjetiva. O HU chegou a acionar dois médicos que prestaram os atendimentos que também se tornaram réus no processo. A Justiça, porém, entendeu que não há nenhuma prova de que eles tenham tido alguma conduta inadequada e condenou apenas o hospital.

Os profissionais ouvidos no processo disseram que o hospital sempre teve um setor responsável por prevenir infecções hospitalares mas que, desde a época dos fatos, vários procedimentos mudaram, aprimorando os cuidados.

Indenização

A sentença foi de R$ 40 mil por danos morais além de uma pensão mensal para a mãe da jovem. O valor da pensal é de dois terços do salário mínimo até a data que a jovem completaria 25 anos e um terço do salário mínimo a partir desta data até que se complete a expectativa de vida prevista pelo IBGE. Os valores retroativos terão cálculo de juros.

Por ser uma sentença de primeira instância cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

A CGN procurou a assessoria do hospital e aguarda um posicionamento.

Carregar mais notas ao vivo

Comentários (4 comentários)

  • Alan Franco
    24
    12
    4 dias atrás às 11:25h
    Falta de cuidado do hospital e da mãe da garota 14 anos
  • Ademir Soares
    39
    10
    4 dias atrás às 11:41h
    Nao querendo defender o HU. Mas se ekes tivessem liberado ela no dia seguinte ao parto tbem ia ser condenado por liberar tao cedo.
  • Anderson Lopes
    12
    6
    4 dias atrás às 12:49h
    detalhe ja nao tem verba nem pra manter hospital funcionando direito agora pagamento de indenizaçoes isso vai ficar um luxo
  • Batatas Recheadas Batatas
    16
    0
    4 dias atrás às 15:36h
    É uma vida que se foi dinheiro não tem preço pode me dar todo o dinheiro do mundo que não trás a menina de volta mais respeito pelas pessoas