
‘Estigma das doenças mentais no Brasil’ foi o tema da redação do ENEM
A redação do Enem tem um formato específico, no qual é apresentada uma questão-problema, no caso o estigma da doença mental, e textos motivadores para ajudar...
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Por Deyvid Alan
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) desta edição foi ‘O Estigma Associado às Doenças Mentais na Sociedade Brasileira’, conforme divulgou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A redação do Enem tem um formato específico, no qual é apresentada uma questão-problema, no caso o estigma da doença mental, e textos motivadores para ajudar o participante a refletir sobre o assunto. Ao longo da redação, os inscritos precisam apresentar uma proposta de intervenção, ou seja, uma solução viável de ser aplicada para resolver a questão-problema.
Para Milton Costa, professor do curso Pré-vestibular Oficina do Estudante, o tema da redação do Enem 2020 foi importante, pertinente, dentro da realidade brasileira, e dentro do padrão esperado para o exame educacional.
“Foi uma questão-problema que demanda respostas, que demanda saídas, as mais diversas para serem resolvidas. Neste caso, os estudantes deveriam propor caminhos para vencer o estigma que persegue os vários brasileiros que têm alguma doença mental e que, infelizmente, têm a vida bastante complicada por conta desse estigma”.
A coordenadora de redação do curso Poliedro, Maria Catarina Bózio, reforça ainda que o tema da redação do Enem 2020 permitiu que os estudantes colocassem em discussão aspectos que estiveram em alta ao longo de todo o ano passado, tais como a volta de alguns tratamentos como eletrochoque e internação em manicômios como um certo reforço de políticas públicas aos discursos capacitistas e mesmo de estigmatização.
As redações do Enem são avaliadas em cinco competências, cada uma vale 200 pontos: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Cada prova passa por dois corretores. Caso haja uma diferença de mais de 100 pontos em relação à nota total da prova ou de mais de 80 pontos em relação a alguma das competências, o texto passa, então, por um terceiro corretor. Se a diferença persistir, a prova é avaliada por uma banca composta por três professores, que atribuirá a nota final do participante.
Confira os temas das redações de anos anteriores:
Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional
Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana
Enem 2011: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado
Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI
Enem 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil
Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil – Neste ano houve duas aplicações regulares do exame.
Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil
Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enem 2019: Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Fonte: Brasil Escola
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