
“Fura-fila do SUS”: Após encerramento das investigações, Ganso sai da prisão
O ex-vereador e ex-assessor parlamentar é acusado de estar orientando e coagindo testemunhas para mentir no curso da investigação do caso de “fura-fila do SUS”. No...
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Por Paulo Eduardo
A Justiça Estadual de Cascavel por meio da 2ª Vara Criminal expediu na última sexta-feira (15) o alvará de soltura de Jeovane José Machado, o “Ganso Sem Limite”, tendo em vista o teor da acusação do Ministério Público e o encerramento das investigações (ao menos em relação aos crimes de competência deste juízo), uma vez superados os fundamentos autorizadores de sua custódia e atendendo ao requerimento do próprio órgão acusador.
O ex-vereador e ex-assessor parlamentar é acusado de estar orientando e coagindo testemunhas para mentir no curso da investigação do caso de “fura-fila do SUS”. No dia 15 de dezembro ele havia sido preso preventivamente.
O crime, segundo o que consta no artigo 316 do Código Penal Brasileiro, trata-se de concussão. É a atitude de uma pessoa que tem ou vai assumir um cargo público, e utiliza esse cargo de alguma forma para exigir, para si ou para outro, algum tipo de vantagem indevida.
No final de 2020 a Polícia Civil concluiu o inquérito e ofereceu denúncia contra Ganso e ainda mais três pessoas. Uma delas é Izaqueu da Silva, que trabalhou como ex-assessor do ex-vereador Roberto Parra.
“Izaqueu é uma pessoa com diversos contatos políticos, servidores públicos, fiéis e lideres religiosos, e da área médica, e devido a essa popularidade influência as pessoas que buscam por sua “ajuda”. Dessa forma, Izaqueu as instrui e se compromete em “ajudá-las”, intermediando a “negociação” de procedimentos clínicos e cirúrgicos mais acessíveis. As pessoas eram orientadas a iniciarem os procedimentos pelo SUS, dessa forma as “ajudaria” para que tivessem mais celeridade, pois uma cirurgia que demoraria até anos seria realizada em poucos dias, porém exigiria valores para que obtivessem êxito”, cita o inquérito policial.
Noeli da Luz, que foi submetida a cirurgia também foi denunciada, assim como Jorge Luiz Bocasanta, ex-vereador e médico que realizou o procedimento cirúrgico.
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