• Maycon Corazza
  • Estadao Conteudo

07 Dezembro 2018 | 15h12min

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), evitou falar que é candidato à reeleição à presidência da Casa após a divulgação, pelo jornal O Globo, de trocas de mensagens envolvendo seu nome em um grupo de mensagens privadas dos novos deputados da bancada do PSL. Na discussão virtual, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrou na discussão com a deputada Joice Hasselmann e acabou revelando plano do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para influenciar na disputa pela presidência da Câmara. O filho do presidente eleito rebateu a acusação de que o partido estaria fora das articulações do Congresso: "O PSL está fora das articulações? Estou fazendo o que com o líder do PR agora? Ocorre que eu não preciso e nem posso ficar falando aos quatro cantos o que ando fazendo por ordem do presidente. Se eu botar a cara publicamente, o Maia pode acelerar as pautas bombas do futuro governo. Por isso, quem tem feito mais essa parte é o delegado Waldir no plenário e o Onyx via líderes partidários", diz Eduardo Bolsonaro. O filho do presidente eleito não esclarece, nas mensagens, o que "anda fazendo" que seria capaz de desagradar o presidente da Câmara ao ponto de deflagrar votações de "pautas bombas" no plenário da Casa. Maia, nesta sexta-feira em São Paulo, disse que não teve a oportunidade de ler sobre o confronto entre a deputada Joice Hasselmann e Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito. "Não tive a oportunidade de ler. Saí muito cedo hoje", disse, na saída de evento organizado pela Abiquim. Mesmo assim, Maia afirmou que o assunto se trata de "um problema interno do PSL". "Não tenho que me meter nisso", disse. Questionado se espera o apoio do partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para uma futura reeleição na Casa, disse: "Não sou candidato". Segundo o deputado, ele apenas vai discutir o assunto quando "entender que tenho as condições para disputar mais uma eleição". De acordo com Maia, seu foco agora está na aprovação de pautas importantes que estão em tramitação. "Aí sim, depois que terminar essas votações, a gente começar a pensar na próxima candidatura", afirmou.

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