• Mariana Lioto
  • CGN

22 Novembro 2018 | 11h14min

O promotor Sérgio Ricardo Machado falou nesta manhã sobre a denúncia apresentada ao Gaeco na última terça-feira contra o vereador Damasceno Junior. Uma ex-assessora afirmou que devolvia parte do salário de R$ 4,3 mil, pagando a parcela do carro particular do parlamentar, um Corolla. A parcela mensal era de R$ 1.246. Ela afirmou ainda que outros assessores também devolvem parte do salário. 

O promotor determinou a instalação de uma notícia de fato que é uma apuração preliminar do caso. Havendo indícios de irregularidade o caso é convertido em inquérito civil ou procedimento investigatório criminal, onde a apuração é mais profunda.

Sérgio destacou que conversas de Whastsapp podem sim ser utilizadas como prova.

Ele pediu a transcrição de áudios repassados pela denunciante para identificar as pessoas citadas. Estas pessoas e o vereador também devem ser ouvidos.

Documentos

Além de conversas no Whatsapp e Áudios, a denunciante repassou recibos do pagamento das parcelas do carro. Nos documentos, no entanto, não consta o nome do pagador. O promotor afirma que isso não elimina o uso do recibo como prova. Pessoas podem ser ouvidas e a quebra de sigilo pode ser solicitada.

Outros casos

É muito comum a afirmação de que a devolução de salários por parte dos assessores nomeados é algo corriqueiro na Câmara. No entanto, a promotoria precisa receber denúncias para agir. Assim, por enquanto a apuração ficará restrita ao vereador Damasceno Junior.

Na Câmara só haverá apuração sobre o possível desvio ético se houver representação contra o vereador, o que ainda não ocorreu. 

Ouça a entrevista na íntegra e entenda o que ocorre a partir de agora.

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