IPC-C1 (baixa renda) sobe 1,39% em dezembro ante 0,95% em novembro, diz FGV

Em dezembro, o IPC-C1 ficou acima da variação da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, obtida pelo...

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Por Agência Estado

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) subiu 1,39% em dezembro, depois de uma alta de 0,95% em novembro, informou nesta quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou alta de 6,30% no ano de 2020.

Em dezembro, o IPC-C1 ficou acima da variação da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, obtida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que teve elevação de 1,07% no mês. No acumulado em 2020, a taxa do IPC-BR também foi menor, de 5,17%.

O aumento na conta de luz acelerou o IPC-C1 em dezembro, segundo dados divulgados pela FGV. Quatro das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Habitação (de 0,39% em novembro para 3,21% em dezembro), Vestuário (de -0,04% para 0,44%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,23% para 0,39%) e Despesas Diversas (de 0,11% para 0,23%). Houve pressão dos itens: tarifa de eletricidade residencial (de 0,20% para 11,85%), calçados (de 0,04% para 0,55%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,23% para 0,70%) e alimentos para animais domésticos (de -0,85% para 1,76%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 2,56% para -0,20%), Alimentação (de 2,18% para 1,59%), Transportes (de 0,90% para 0,73%) e Comunicação (de 0,12% para 0,01%), sob influência dos itens passagem aérea (de 27,16% para -8,13%), hortaliças e legumes (de 12,15% para -1,92%), gasolina (de 2,36% para 1,22%) e mensalidade para internet (de -0,03% para -0,44%).

No ano de 2020, a alta de 6,30% acumulada pelo IPC-C1 foi puxada por um salto de 15,37% no grupo Alimentação. As famílias também gastaram mais com Habitação (6,13%), Saúde e cuidados pessoais (3,37%), Educação, leitura e recreação (4,47%), Transportes (1,86%), Despesas diversas (2,34%) e Comunicação (2,08%). O único grupo com recuo de preços no ano foi Vestuário (-0,36%).

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