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Copel publica norma para recarga de veículos elétricos

Já disponível no site da Copel, a NTC 902210 enumera os procedimentos a serem seguidos quando uma nova ligação é solicitada. “A norma interessa principalmente a...

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Por Maycon Corazza

O crescimento da frota de veículos elétricos no Paraná faz crescer também o interesse em instalar pontos de recarga em estacionamentos de condomínios residenciais e de comércio. Para garantir que a instalação seja feita com segurança, a Copel acaba de publicar uma norma técnica que estabelece as exigências mínimas para a conexão destes equipamentos à rede elétrica.

Já disponível no site da Copel, a NTC 902210 enumera os procedimentos a serem seguidos quando uma nova ligação é solicitada. “A norma interessa principalmente a construtoras, engenheiros e arquitetos que, atendendo a uma demanda de mercado, passaram a prever a instalação de uma ou mais estações de recarga de veículos em seus projetos novos e reformas”, explica o engenheiro Fernando Antonio Gruppelli Junior, superintendente que responde pela área de normatização da Copel Distribuição. “A norma é importante porque uniformiza e torna claras as exigências técnicas e de segurança para a instalação destes equipamentos”.

SEGURANÇA – Gruppelli ressalta a importância de se adquirir estações de recarga que atendam às normas da ABNT e de contratar uma empresa especializada para avaliar a necessidade de adaptações nas instalações internas – como a adoção de transformadores para adequar o nível de tensão do equipamento ao da rede da Copel.

A Companhia deve ser comunicada sempre que se fizer necessária uma ligação nova, alteração de carga ou mudança do nível de tensão de atendimento.

ESTAÇÕES – De acordo com o padrão e tensão de atendimento, as edificações residenciais ou comerciais podem ter estações de recarga lentas, rápidas ou semi-rápidas. Embora se deva considerar a compatibilidade do equipamento com os plugues dos modelos de carro elétrico mais comuns em circulação, a escolha da estação mais adequada depende, principalmente, do tempo médio que o carro pode permanecer parado para carregamento.

Estações de recarga rápida – as mais caras – têm alta potência e operam em corrente contínua. Carregam a bateria em até 40 minutos e são indicadas para locais de parada rápida, como postos de rodovia, lojas de conveniência e pontos de comércio. Já as estações em corrente contínua, de menor custo e potência, completam a recarga em períodos entre uma e oito horas, dependendo do modelo do veículo – são as mais indicadas para condomínios residenciais e estacionamentos que oferecem pernoite. E há os equipamentos de carga mista, com carga entre 30 e 90 minutos, indicados para estacionamentos públicos, academias e universidades.

VAGAS – Em estacionamentos coletivos, recomenda-se ainda adotar o que estabelece o padrão internacional para edificações sustentáveis, destinando no mínimo 2% das vagas a veículos elétricos. Também deve-se prever toda a infraestrutura de eletrodutos, caixas de passagem e espaço para estações de recarga visando ampliações futuras, correspondentes a até 25% das vagas totais do estacionamento.

BATERIA X GASOLINA – O custo para abastecer um veículo elétrico é, em média, três a quatro vezes menor que o gasto para rodar uma distância equivalente num carro a gasolina. A autonomia média de um elétrico chega a 300 km, com custo de carregamento de R$ 36. Já o veículo a combustão cobra R$ 120 para completar a mesma distância.

O texto é da AEN.

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