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Festas irregulares reúnem centenas em praias do Rio

A Vigilância Sanitária do Rio informou no fim da manhã desta quinta, 31, que vistoriou 23 estabelecimentos na noite de quarta que realizavam “eventos pré-réveillon”, nos...

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Por Agência Estado

Apesar do aumento dos casos de coronavírus, da suspensão das comemorações públicas de réveillon e das exigências de se manter o distanciamento social, a noite do dia 30 foi marcada por muitas festas e aglomeração nas praias do Rio – num prenúncio do que os órgãos de segurança e fiscalização terão de enfrentar nesta noite de virada de ano.

A Vigilância Sanitária do Rio informou no fim da manhã desta quinta, 31, que vistoriou 23 estabelecimentos na noite de quarta que realizavam “eventos pré-réveillon”, nos bairros da Lagoa, Leblon, Barra da Tijuca, Alto da Boa Vista, Urca, Jardim Botânico, Copacabana, Centro, Santa Teresa e Santo Cristo. Três deles foram autuados por falta de licença sanitária, obstrução à ação de fiscalização e falta de uso de máscaras por parte de consumidores.

Mas o que chamou a atenção mesmo foi o que ocorreu na praia de Ipanema, na zona sul do Rio, onde centenas de pessoas se aglomeraram em uma festa improvisada (e irregular). Fotos e vídeos foram publicadas em redes sociais e causaram revolta. Policiais Militares chegaram a ir ao local para tentar dispersar a multidão, mas tiveram pouco sucesso.

“Como uma pessoa dessa dorme sem pesar a consciência de que pode matar um familiar próximo ou ele mesmo”, indagou uma mulher ao ver as imagens no Twitter. “Cadê a polícia com spray de pimenta?”, revoltou-se outro, sugerindo medida de dispersão.

Em outro vídeo, cujas imagens teriam sido captadas por uma moradora de um prédio da orla, é possível ver centenas de pessoas aglomeradas junto à praia em Cabo Frio. “Imagina no dia 31 como vai ser isso. Eles estão tomando a rua”, lamentou, para depois ironizar. “Aqui (parece que) não tem covid”

Em nota, a PM limitou-se a dizer que “tem desenvolvido um amplo trabalho de conscientização desde o início da pandemia e que, muito mais do que uma questão de segurança pública, esta é uma questão de respeito ao próximo”. E acrescentou que “os policiais militares estão instruídos a priorizar a conscientização e o diálogo no contato com os cidadãos”.

A Prefeitura do Rio, por sua vez, declarou que “desde o início da pandemia realiza ações de fiscalização, e alerta à conscientização das pessoas”. Na nota, o município ressalta que “é preciso que cada um exerça empatia com o próximo, principalmente os jovens com os mais velhos. Está em questão a responsabilidade de cada um com a sua vida e a dos demais”.

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