• Maycon Corazza
  • CGN

11 Outubro 2018 | 11h08min

A situação dos servidores terceirizados do Hospital Universitário de Cascavel continua indefinida e caminha para uma greve total. Nesta quinta-feira, 30% dos trabalhadores seguiam realizando as atividades na unidade hospitalar, mas, caso não ocorra a realização dos pagamentos integrais por parte da empresa, a paralisação deve começar ainda nesta tarde.

A CGN conversou, por telefone, com a advogada dos funcionários, Gianny Padovani. Ela explicou que, ao contrário do divulgado pelo sindicato da categoria, os servidores que prestam serviço no HU não receberam o salário acordado em convenção, de R$ 1.170.

“Os funcionários não estão recebendo esse valor. Pode-se até chegar perto disso, se levar em conta outros benefícios, mas o salário da categoria precisa ser integral e nenhum dos trabalhadores dessa empresa recebem adequadamente o valor. Ou seja nem o valor mínimo está sendo respeitado”, destacou a advogada.

Gianny ressaltou que há pessoas que saíram de férias, já usufruíram das férias, mas até o momento não receberam. “Tem outros funcionários que não receberam valor completo de setembro e também já não receberam de outubro”, complementou. Ainda segundo ela, os problemas são anteriores a setembro.

“ Eu mesma tive oportunidade de verificar vários extratos dos funcionários e esses extratos têm ocorrido há tempos. Alguns funcionários, inclusive, não tem FGTS, mesmo tendo desconto em folha”, pontuou.

A partir das 16h30, se todos os funcionários não receberem corretamente os salários, haverá paralisação total dos serviços. Foi feita comunicação de greve, dentro do prazo, e aguarda-se que a empresa Santa Paula, de Ponta Grossa, regularize os pagamentos e dívidas.

“São mães, pais, que tem crianças e famílias pra sustentar. Aí você vai receber menos de mil reais e ainda recebe parcelado. Inclusive, a empresa passou para os funcionários que deveriam organizar a conta deles, conforme a empresa possa pagar. O salário é verba alimentar. Isso não existe”, apontou a advogada Gianny Padovani.

Ontem, em reunião, a empresa chegou a oferecer a proposta de pagar uma parte dos funcionários pra que voltasse a trabalhar e depois pagar o restante, mas não houve acordo.

“Funcionários não concordaram, porque eles falaram que sempre ocorrem essas promessas. Eles não querem olhar o direito só de uma pessoa, mas do grupo” destacou Gianny.

A Unioeste afirma que fez os repasses de dinheiro para a empresa.

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