Taxas terminam perto da estabilidade, após passarem boa parte do dia em queda

Nas mesas de renda fixa, a percepção é de que o mercado já está entrando no “modo fim de ano”, passado o último leilão do Tesouro...

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Por Agência Estado

Os juros terminaram o dia perto da estabilidade, com viés de queda nos mais longos. Estiveram em baixa durante a maior parte da sessão, mas na última hora de negócios o movimento perdeu força. Sem novidades no noticiário doméstico à tarde, as taxas migraram para os ajustes de ontem, enquanto Wall Street também reduzia o fôlego.

Nas mesas de renda fixa, a percepção é de que o mercado já está entrando no “modo fim de ano”, passado o último leilão do Tesouro em 2020 nesta quinta-feira. A oferta de prefixados foi pouco mais da metade da operação passada, o que ajudou no fechamento da curva, apoiado ainda no bom humor externo com desempenho firme das moedas emergentes e índices em Nova York renovando máximas históricas. O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), destaque da agenda local, foi considerado neutro para o comportamento dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), ao apenas endossar o que já tinham trazido o comunicado e a ata do Copom.

A taxa do DI para janeiro de 2022 encerrou em 2,97% (regular)e 2,96% (estendida), de 2,989% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 4,355% para 4,40% (regular) e 4,39% (estendida). O DI para janeiro de 2025 encerrou a regular e a estendida com taxa estável em 5,93% e o DI para janeiro de 2027 terminou com taxas de 6,74% (regular) e 6,73% (estendida), de 6,76% ontem.

“O mercado de juros operou em linha com o dólar e o último leilão de títulos do ano foi pequeno, o que retirou pressão das taxas”, resumiu o sócio-gestor da LAIC-HFM Vitor Carvalho. O Tesouro ofertou 24,8 milhões de prefixados – 22 milhões de LTN e 2,8 milhões de NTN-F – ante lote de 47,5 milhões na semana passada, com o risco do mercado (DV01) caindo de R$ 8,34 milhões para cerca de R$ 6 milhões, segundo a Renascença.

Segundo Carvalho, os juros tiveram um rali recente respaldado nas indicações dos bancos centrais de que a liquidez seguirá farta por muito tempo, mensagem esta reforçada ontem pela entrevista do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Quanto ao fiscal, o mercado tende a continuar relativizando os riscos enquanto o governo mantiver o discurso de que o teto de gastos será mantido. “Tivemos esse ‘fechadão’ recente nas taxas, mas, sem melhora estrutural, é possível imaginar alguma realização nos próximos dias”, disse.

Na seara macroeconômica, tanto o RTI quanto a entrevista coletiva do presidente do BC, Roberto Campos Neto, endossaram a ideia de que o forward guidance da política monetária será retirado em breve, mas houve algum ajuste quanto ao timing em relação ao que se interpretou dos documentos anteriores, com a aposta de que seria já em janeiro perdendo força. A autoridade monetária pareceu um pouco mais cautelosa com o ritmo de atividade em 2021 e, além disso, não teria incorporado ainda por completo toda a apreciação cambial recente e que deve ajudar a inflação a arrefecer. A percepção de que a Selic não vai subir imediatamente após o BC levantar a prescrição futura está mantida.

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