Homem acusado de jogar álcool em bebê durante briga de casal é absolvido pela Justiça
Em depoimento, ele disse que não tinha o objetivo de atear fogo na casa e que sofre de bipolaridade......
Publicado em
Por Ricardo Oliveira
Uma confusão familiar, motivada pelo término de um relacionamento mobilizou a Polícia Militar e também o Samu até uma residência na Rua Kamayuras, no Bairro Santa Cruz, em agosto deste ano.
Segundo o que consta no processo, uma criança, na época com cinco meses, precisou ser socorrida pelo Samu com lesões no rosto e com forte cheiro de álcool.
O Médico do Samu teria indagado a mãe sobre a situação e ela relatou que o ex-companheiro teria jogado álcool no rosto da criança, provocando as lesões, e que ele tinha o desejo de atear fogo no imóvel.
Testemunhas ouvidas durante o processo, afirmaram que a mulher sustentou a história que o homem atearia fogo no imóvel, mas em juízo ela disse desconhecer o que teria causado a lesão no rosto da menina e não confirmou a informação sobre o suposto incêndio.
“A ofendida lhe narrou que, no calor da discussão entre o casal, o denunciado jogou álcool no sofá, molhando, inclusive, a filha deles, e deduziu que a lesão corporal no rosto da infante poderia ter ocorrido no momento em que o indigitado jogava objetos ao chão”.
O homem foi preso no dia da ocorrência e encaminhado à Delegacia, após ir até o hospital onde a criança estava internada.
“Em sua defesa, o acusado afirmou que sofre de bipolaridade e que pode sim ter jogado álcool sem querer na esposa e na filha, mas não tinha o desejo de atear fogo na casa. Disse que, ato contínuo, decidiu queimar as roupas excedentes, ressaltando que, por estar tremendo, derramou álcool líquido no local, atingindo, ainda, acidentalmente a menor. Concluiu que, em momento algum, quis incendiar a residência, mas apenas os seus pertences que não iria levar. Concluiu que não tinha isqueiro na ocasião, portanto, não poderia atear fogo no local”, relatou o acusado.
O juiz decidiu por absolver o homem e ainda expedir o alvará de soltura, tendo em vista que ele segue preso desde o dia dos fatos.
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