Biden diz que manterá tarifas à China e quer voltar ao acordo nuclear com Irã

Biden também disse que os EUA não negociarão novos acordos comerciais até que realizem “investimentos significativos” no país e em seus trabalhadores. “Quero ter certeza de...

Publicado em

Por Agência Estado

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, garantiu que não pretende retirar as tarifas aplicadas à China pelo governo de Donald Trump e quer ressuscitar o acordo nuclear com os iranianos – caso eles voltem a cumprir os termos acertados -, o que suspenderia as sanções americanas ao Irã. As declarações foram dadas em entrevista a Thomas Friedman, colunista do New York Times, e publicadas ontem.

Biden também disse que os EUA não negociarão novos acordos comerciais até que realizem “investimentos significativos” no país e em seus trabalhadores. “Quero ter certeza de que lutaremos com todas as forças investindo primeiro nos EUA”, afirmou o democrata, que mencionou energia, biotecnologia, materiais avançados e inteligência artificial como áreas propícias para investimentos governamentais em larga escala.

Quanto à China, ele disse que não agirá imediatamente para remover as tarifas de 25% que Trump impôs sobre cerca de metade das exportações chinesas para os EUA. “Não vou tomar nenhuma atitude imediata, e o mesmo se aplica às tarifas”, disse. “Não vou prejudicar minhas opções”, disse o democrata.

Pelo acordo atual com Pequim, a China compraria US$ 200 bilhões em produtos e serviços americanos em troca de concessões, o que não está sendo honrado.

“A melhor estratégia para a China é aquela que coloca todos os nossos aliados de acordo. Será uma grande prioridade para mim, nas primeiras semanas de mandato, tentar nos posicionar de acordo com nossos aliados”, declarou o presidente eleito dos EUA.

Sobre o acordo nuclear com o Irã, firmado em 2015 e do qual Trump retirou os EUA, em maio de 2018, Biden disse que tem a intenção de recolocar os EUA no pacto, desde que os iranianos também voltem a cumprir o que foi acertado. “Em conversas com nossos parceiros, vamos negociar novos acordos para fortalecer e estender ao longo do tempo as restrições nucleares ao Irã e seu programa de mísseis”, afirmou o democrata.

Além disso, a equipe de Biden gostaria que as negociações subsequentes incluíssem não apenas os signatários originais do acordo – Irã, EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia -, mas também os vizinhos árabes, particularmente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes.

“Se o Irã conseguir uma bomba nuclear, colocará uma enorme pressão sobre os sauditas, Turquia, Egito e outros para obterem armas nucleares”, disse o democrata. “E a última coisa de que precisamos naquela parte do mundo é um fortalecimento da capacidade nuclear”, afirmou o democrata. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X