Governo de São Paulo planeja shopping, hotel e arena no Complexo do Ibirapuera

O Conjunto Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães tem uma área total de 105 mil metros quadrado e é composto por quatro áreas: os ginásios Geraldo José...

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Por Agência Estado

O governo do Estado de São Paulo planeja conceder o Complexo do Ibirapuera para a iniciativa privada. Na segunda-feira, um passo importante para que esse plano seja concretizado foi dado. O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) rejeitou a abertura de um processo de tombamento do local. O concessionário deve ser escolhido em fevereiro de 2021. Mas o que deve mudar no local?

O Conjunto Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães tem uma área total de 105 mil metros quadrado e é composto por quatro áreas: os ginásios Geraldo José de Almeida e Mauro Pinheiro, o estádio Ícaro de Castro Melo e o Conjunto Aquático Pompeu de Toledo, além das quadras de tênis e do prédio administrativo.

No plano do governo, todas essas estruturas passariam por um processo de “renovação” e “reciclagem tecnológica”. A ideia é fazer com que o espaço seja utilizado com maior frequência. Para isso, a estrutura precisaria ser mais moderna e atrativa. O plano é que haja um investimento mínimo de R$ 220 milhões.

“A intenção é dotar São Paulo de um equipamento que atende às necessidades atuais das atividades esportivas por meio de sua modernização, contemplando a renovação da infraestrutura existente à sua reciclagem tecnológica frente às restrições financeiras do poder público”, disse o secretário de Esportes do Estado de São Paulo, Aildo Ferreira. “Os equipamentos esportivos encontram-se ultrapassados, insatisfatórios, muitos sem condições de utilização”.

O ginásio Geraldo José de Almeida daria lugar a um centro comercial focado em entretenimento e gastronomia. Segundo o Relatório de Modelagem Econômico Financeira, R$ 93 milhões seriam gastos para a transformação do local em um “shopping”. No lugar do estádio Ícaro de Castro Melo seria construída uma arena multiuso para eventos esportivos e culturais.

Segundo a projeção da Secretaria Estadual de Esportes, o complexo deve receber 20 campeonatos, sendo 12 internacionais, seis nacionais e dois de eSports. Dentre as atividades culturais, estão previstas 200 festas infantis, 100 convenções, 90 festas, 30 formaturas e casamentos, 30 pequenos eventos corporativos, 20 exposições, 12 shows, 12 eventos religiosos, seis desfiles de moda e quatro filmagens. O local teria espaço para 20 mil pessoas e custaria cerca de R$ 242 milhões para ser edificado. O governo paulista justifica a obra devido a uma ausência de espaços com essa finalidade em São Paulo.

Três edifícios surgiriam no lugar do Conjunto Aquático Pompeu de Toledo: um apart hotel (R$ 31 milhões), um hotel (R$ 36 milhões) e uma torre corporativa (R$ 38 milhões). Além disso, a área também teria espaço para um shopping a céu aberto (R$ 45 milhões).

O restante do complexo seria tomado por quatro quadras poliesportivas descobertas e uma pista de skate street (R$ 7 milhões).

INVESTIMENTO – O governo paulista estima que todo o processo de renovação custe cerca de R$ 780 milhões. A prática esportiva no local seria mantida pela arena multiuso, quadras e pista de skate. Todo o restante do complexo seria voltado à iniciativa privada, que poderia explorar a área por até 35 anos. A projeção é de que o espaço tenha capacidade de gerar R$ 236 milhões em receitas.

O custo de manutenção anual da estrutura é de R$ 15 milhões. E justamente esse valor alto é uma das justificativas do Estado para conceder o histórico conjunto à iniciativa privada.

Ao Estadão, a Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo afirmou que os atletas que utilizavam as estruturas do complexo poderão usar as dependências da Vila Olímpica Mário Covas, no Butantã, e do Complexo Esportivo Horácio Baby Barioni, na Água Branca, que passa por reformas há cerca de 7 anos. Segundo a pasta, nenhum atleta treina ou utiliza o alojamento do local desde o início da pandemia da covid-19.

Entre maio e setembro deste ano, o local abrigou um hospital de campanha, construído para acomodar pacientes com covid-19. Foram 268 leitos construídos e um total de 3.189 pessoas infectadas pelo novo coronavírus atendidas no local. (colaborou Ricardo Magatti, especial para a AE)

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