
Equipe que desenvolveu protótipo que percorre 167,6 km/l de gasolina busca patrocínio para evento nos EUA
Veículo de alunos da UTFPR-Medianeira foi selecionado para competir na Califórnia em abril......
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Por Mariana Lioto
Acadêmicos das Engenharias da UTFPR-Medianeira que integram o “Pé Vermelho Team” garantiram vaga na mais importante competição de eficiência energética do mundo: a Shell Eco-Marathon Americas, que será realizada de 1 a 4 de abril em Sonoma, na Califórnia. A prova dá a vitória ao protótipo que percorrer uma determinada distância com o menor consumo de energia e visa fomentar a pesquisa e encontrar alternativas para solucionar o futuro, promovendo uma disputa inteligente entre estudantes das Américas do Norte, Central e do Sul.
Para levar o protótipo “Cinderella” até lá, os “pés vermelhos” buscam apoio e novos patrocinadores. O líder da equipe, Henrique Richetti Bonatto, é de Cascavel.
A equipe “Pé Vermelho” – o nome remete ao solo fértil da nossa região, resultado de milhões de anos de decomposição de rochas basálticas ricas em nutrientes como o ferro, de cor avermelhada -trabalha desde março de 2017 no projeto e construção do carro movido a gasolina, o Cinderella, cuja missão é maximizar a eficiência energética e estudar os fatores que mais contribuem para isso. A equipe trabalha também no desenvolvimento de um veículo elétrico.
Como resultado do trabalho extracurricular, de noites em claro, fins de semana dedicados ao projeto e período de férias trabalhando nos veículos por eles projetados e fabricados, os futuros engenheiros já conquistaram o primeiro lugar (categoria gasolina) na Shell Eco Marathon 2016, realizada no Brasil, com a marca de 190,2 km/l e, em setembro de 2019, voltaram da 4ª Shell Eco-Marathon, realizada no Rio de Janeiro, com mais uma conquista: a equipe gasolina subiu ao pódio pela segunda vez, agora na segunda colocação. O “Cinderella” percorreu 167,6 km/l, carimbando o passaporte para competir mundialmente.
“A equipe ganhou novo ânimo com esta vaga e está batalhando para garantir presença na competição, contudo, ainda depende de recursos para aquisição tanto das passagens aéreas para os membros, uma vez que o projeto por si só não tem condições de financiar o deslocamento, como para melhorar o protótipo para que possamos garantir uma melhor marca nesta competição internacional”, detalha o líder da equipe, Henrique Richetti Bonatto.
Além de buscar patrocínio de empresas que apoiam iniciativas inovadoras, os acadêmicos estão desenvolvendo ações para arrecadar recursos. Uma opção foi apelar para a tradicional “vaquinha”, que agora conta com ajudinha da tecnologia e é online.
Qualquer pessoa física ou jurídica pode contribuir, por boleto ou cartão de crédito. O único critério, estabelecido pelo site, é o valor mínimo de R$ 25,00. “Queremos muito representar nossa região nesta competição e temos potencial para fazer bonito, contudo, precisamos de ajuda. Contamos com qualquer tipo de apoio”, finaliza o estudante.
Sobre a competição
A Shell Eco-Marathon teve início em 1939, quando funcionários da Shell Oil Company dos Estados Unidos fizeram uma disputa de quem conseguiria percorrer o caminho mais longo com a mesma quantidade de combustível. Em 1985, a competição se tornou oficial. Desde então, ela se expandiu para outros dois continentes, Ásia e Europa, incentivando o debate sobre o futuro da energia e mobilidade urbana.
Com as etapas Américas, Ásia e Europa – realizadas em diferentes momentos – a maratona pode abranger até seis categorias de energia: gasolina, combustíveis alternativos, diesel, bateria elétrica, hidrogênio e CNG. A disputa também é dividida entre “Prototype” (protótipo), que prioriza a eficiência do veículo; e “UrbanConcept” (conceito urbano), que premia os veículos com os designs mais práticos.
Clique aqui para acessar a vaquinha.
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