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Economia

Ibovespa acelera alta com reunião da Comissão Especial da Previdência e NY

O Ibovespa inverteu o sinal de baixa do início do pregão, renovando máximas, enquanto o dólar migrou para o campo negativo e as principais taxas dos contratos...

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O Ibovespa inverteu o sinal de baixa do início do pregão, renovando máximas, enquanto o dólar migrou para o campo negativo e as principais taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) passaram a renovar mínimas, operando praticamente estáveis nesta quarta-feira, 3.

Os movimentos coincidem com a informação de que o presidente da Comissão Especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), convocou reunião da Comissão Especial para às 13 horas, para tratar da reforma da Previdência. O encontro será iniciado com cinco requerimentos de adiamento da votação.

Conforme Ramos, se houver acordo em torno do relatório, a votação poderá ser feita nesta quarta. "Se não, esperar sair. A reforma da Previdência é o plano real da nossa geração. Agora precisamos avançar com o equilíbrio das contas públicas. Temos de ter coragem de defender o ajuste fiscal presente na reforma", disse.

A notícia agrada, conforme analistas, pois há o temor de que a votação seja jogada para frente, para agosto, quando os parlamentares retornam do recesso, atrasando ainda mais a aprovação da reforma - uma vez que ainda será preciso passar pelo Senado.

"O mercado vai ficar na expectativa por essa decisão, pois ninguém quer que fique para o segundo semestre", avalia um operador de renda variável.

A MCM Consultores ressalta em nota que ainda existe alguma resistência entre os partidos de centro quanto à Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Os defensores da PEC, avalia, tiveram uma vitória importante na terça na Comissão Especial da Câmara, quando foi rejeitado por 32 deputados a 13 o pedido de adiamento da apresentação do voto complementar do relator. "Esse número pode ser um indicativo dos votos favoráveis a esta reforma", estima.

Os investidores, reforça o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, ficarão dependendo do que virá da reunião de coordenadores de bancada nesta quarta para definir o calendário. Além disso, acredita que o período mais curto dos negócios das bolsas norte-americanas, que encerram o expediente às 14 horas, em razão do feriado de 4 julho, quando os mercados de Nova York ficarão fechados. "Isso pode limitar um pouco os negócios à tarde, podendo reduzir o volume", diz Chinchila.

Às 10h37, o Ibovespa subia 0,22%, aos 100.824,05 pontos, na máxima. O dólar à vista cedia 0,22%, a R$ 3,8469. Na renda fixa, o DI com vencimento para janeiro de 2023 estava em 6,62%, ante 6,65% na véspera e o DI para janeiro de 2025 estava em 7,05%, de 7,10% do ajuste de terça.

Em Nova York, as bolsas abriram em alta. Os pregões devem ter liquidez baixa em razão do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos na quinta. Na Europa, o sinal também é de valorização, com investidores reagindo bem ao nome da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, como presidente do Banco Central Europeu (BCE), em substituição a Mario Draghi. A indicação reforçou a apostas de que o BCE sinalizará, na reunião de julho, com uma redução dos juros em setembro.

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