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Economia

De olho na Previdência, juros corrigem parte da queda e fecham em leve alta

O mercado de juros passou o dia com as atenções voltadas aos preparativos para a sessão da comissão especial da Câmara na tarde desta terça-feira, 2, antes da...

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O mercado de juros passou o dia com as atenções voltadas aos preparativos para a sessão da comissão especial da Câmara na tarde desta terça-feira, 2, antes da leitura do voto complementar do relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP). As negociações em torno do texto resultaram em certa volatilidade para as taxas ao longo do dia e um pouco de correção à forte queda recente nos prêmios. Com isso, os juros terminaram a sessão regular com alta moderada nos principais contratos. Com a questão política prevalecendo, ficaram em segundo plano os dados da produção industrial e o exterior.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 subiu de 5,808% para 5,840% e a do DI para janeiro de 2023, de 6,59% para 6,65%. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou a sessão regular em 7,10%, de 7,05%.

"O mercado 'andou' bastante nos últimos dias e hoje ficou mais de lado, aguardando a leitura do voto. Estávamos vendo mínimas atrás de mínimas, então esse ambiente de espera é propício mesmo para alguma realização", disse o trader de renda fixa da Quantitas Asset, Matheus Gallina.

As taxas começaram a terça-feira em baixa, mas ainda pela manhã passaram a subir, dadas as dificuldades em se chegar a um acordo para recolocar Estados e municípios no relatório, apesar dos esforços do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de líderes de partidos, em reunião com governadores. Até o momento, não se tem uma posição oficial, mas sim indicações de que os governos regionais devem mesmo ficar de fora, até porque os governadores que se opunham à reforma não participaram da reunião.

Em boa medida, já não se contava com essa reinserção no âmbito da comissão especial, somente no plenário, mas diante da demora na definição do assunto durante o dia, havia risco de um impasse inviabilizar a leitura do voto ainda hoje e comprometer as demais etapas do cronograma. "Ao longo da sessão, houve estresse com a possibilidade de o voto não ser lido hoje", disse Gallina. No começo da tarde, as taxas reduziram a alta e passaram a rondar os ajustes anteriores, depois do relator confirmar que leria o voto complementar ainda hoje. A expectativa é de que a votação seja amanhã.

Os números da produção industrial não chegaram a influenciar diretamente as taxas, na medida em que mostraram "mais do mesmo", ou seja atividade enfraquecida e risco de o País voltar à recessão. O fato de a queda de maio ante abril, de 0,2%, ter vindo melhor do que apontava a mediana das estimativas (-0,35%) não serviu de alívio. "Apesar do registro superar as expectativas para o mês, ainda não existe uma retomada em curso, apenas a manutenção de um quadro já bastante negativo. Esse dado já dá indícios de que podemos esperar pela estabilidade ou até uma contração da atividade econômica no 2º trimestre", disseram os economistas da Guide, em relatório.

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