Entretenimento - Para quem é indicado a vacina contra a gripe?
  • Redação CGN
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16 Maio 2018 | 15h34min

A gripe é uma infecção das vias respiratórias provocada por um vírus chamado Influenza, que provoca surtos praticamente todos os anos na época do inverno.

Quanto mais frio é o inverno, mais comum costumam ser os surtos de gripe. Segundo a enfermeira Leandra Carbonari, coordenadora dos cursos técnicos de enfermagem do Instituto Cimas de Ensino, ao contrário do que imaginamos isso não se deve ao fato de tomarmos chuva, bebidas frias no frio, andarmos descalços ou nada assim, e sim ao resfriamento da temperatura causando uma diminuição da temperatura corpórea, principalmente das narinas, porta de entrada dos vírus da gripe, o que torna a reprodução desse vírus mais favorável.

Devido a baixa de temperatura geral as narinas, expostas ao tempo, se resfriam e oferecem condições favoráveis a instalação do vírus, mostram os estudos da Universidade de Yale nos Estados Unidos, que também comprovaram que a resposta imunológica do nosso organismo se lentifica no frio. Sendo assim somam-se dois fatores que favorecem que fiquemos suscetíveis a gripes e resfriados.

Outro ponto a saber é justamente diferença entre essas duas coisas, que comumente usamos de forma indiscriminada porem referem-se a dois processos distintos. A gripe é causada pelo vírus da Influenza (possui cerca de 10 subtipos) e provoca febre alta, dores pelo corpo que, frequentemente, deixam o indivíduo acamado. A recuperação completa pode durar até uma semana e pode complicar com pneumonia e até matar, em alguns casos. Já os resfriados são causados por diversos outros tipos de vírus, têm sintomas parecidos, porém muito mais leves, suaves e com menor duração. Eles podem causar tosse, dor de garganta, dor no corpo, coriza, etc, mas nunca são acompanhados de febre.

A gripe é uma doença benigna na imensa maioria dos casos, possuindo uma taxa de mortalidade abaixo de 1%. Porém, por ser altamente contagiosa, ela é capaz de infectar milhões de pessoas em relativamente pouco tempo, fazendo com que uma taxa próxima de 1% represente, em números absolutos, uma quantidade grande de vítimas. Por isso, a vacinação contra o vírus Influenza tornou-se uma importante medida de saúde pública nos últimos anos.

As grandes epidemias de gripe que surgem de tempos em tempos, como a pandemia do H1N1 (gripe suína) de 2009, ocorrem toda vez que o vírus Influenza sofre mutações tão relevantes, que o tornam praticamente um vírus novo aos olhos do sistema imunológico da maioria da população.

O vírus é tão diferente daqueles Influenzas que as pessoas tiveram ao longo das suas vidas, que praticamente ninguém tem imunidade contra o mesmo. Milhões de pessoas adoecem em todo o mudo, e a gripe torna-se manchete de jornais durante semanas.

Contudo, passado o período de crise, a população cria os anticorpos necessários, e aquele vírus da gripe que tanto assustou torna-se um micróbio pouco temido e incapaz de infectar grandes multidões pelo menos até uma nova mutação aparecer e iniciar o ciclo todo de novo.

Vamos entender o que são as vacinas

Imagine que seu sistema imunológico é um grande exército, que suas células de defesas são soldadinhos armados e preparados para a guerra. Sabemos que o treinamento dos soldados é muito bom, mas também sabemos que é somente na batalha que se aprende de verdade a guerrear, não é?

Pois bem seus soldados são preparados, mas para uma guerra genérica. Sempre que um inimigo entra no seu corpo (vírus, bactéria) seu Exército sai para a batalha.

Como nunca lutou com aquele inimigo específico ele leva um tempo para aprender sobre ele, como morrem, como combate-los. Nesse tempo perdemos alguns soldados, e sofremos um pouco na batalha. Mas depois aprendemos o comportamento do inimigo e ficamos preparados para ele.

Cientificamente chamamos os inimigos de Antígenos e nossos soldados de Anticorpos.

Sempre que um Antígeno nos invade ele faz com que nosso corpo produza anticorpos contra ele, ou seja faz com que nossos soldados se especializem para aquela guerra com aquele inimigo.

Assim se você nunca teve contato com um determinado inimigo, não sabe lutar tão bem com ele e ele vai levar vantagem na batalha inicialmente. Porem se você tiver como treinar seu Exército antes ele não terá essa vantagem.

As Vacinas nada mais são do que esse treinamento antecipado ao seu Exército a fim de que ele tenha vantagem na batalha.

Quando aplicamos uma vacina estamos colocando o Antígeno no organismo da pessoa e assim forçando a produção de anticorpos para aquele antígeno.

Assim se o paciente tiver contato depois com aquele antígeno novamente já sabe lutar com ele de forma tão efetiva que o vencerá antes mesmo que ele possa produzir a doença, ou de forma tão eficaz que a doença não se agrave.

Porem esse inimigo que inoculamos para treinar nosso exército vai completamente desarmado. Ele não é capaz de produzir a doença, apenas serve de treinamento ao Exército. Por isso não há o que se temer em tomar vacinas e ficar doente por aquele agente inoculado.

Temos Vacinas de Antígenos inativados e de antígenos mortos.

Vacinas de antígenos inativados não podem ser tomadas por pessoas que estejam com seu sistema imunológico deficiente, ou seja seu Exército desfalcado ou inativo, pois aí sim podem ter alguns sintomas da doença provenientes da vacina.

Vacinas com antígenos mortos não tem a menor chance de produzir a doença, nem mesmo nas pessoas com problemas imunológicos.

A Vacina da gripe é produzida com antígenos mortos por isso pode ser tomada por qualquer pessoa maior de 6 meses de idade, independente da condição de saúde.

Contraindica-se somente àqueles que tenham alergia a ovos, devido a forma de produção da vacina conter a proteína da clara do ovo e aos que pessoas que já tiveram síndrome de Guillain-Barré.

O objetivo da vacinação não é eliminar os casos de gripe e sim controlar as grandes epidemias, portanto, visto a alta taxa de contagio e transmissibilidade da doença, vacinamos prioritariamente os grupos de risco, ou seja, os que tem maior chance de adquirir a doença, pois serão eles os disseminadores, causando os surtos.

Fazem parte do grupo prioritário os profissionais de saúde, indivíduos com mais de 60 anos, crianças entre seis meses e cinco anos de idade, gestantes durante o período de surto de gripe, indígenas, presos, portadores de doenças crônicas e transplantados, vistos que seus “Exércitos” são mais debilitados, portanto precisam ser bem treinados para serem eficazes ao extremo, evitando assim a doença e consequentemente a transmissibilidade.

No tocante a efeitos colaterais da vacina, elas são geralmente bem toleradas, sendo o efeito colateral mais comum a dor e a inflamação no local da injeção. Nos estudos clínicos, os eventos adversos graves foram muito raros.

Outros efeitos adversos que podem ocorrer, mas são incomuns e geralmente de curta duração, incluem: dor de cabeça, febre, náuseas, tosse, irritação no olhos e dor muscular, mas com muito menor frequência e geralmente associadas a quadros de resfriados já instalados nos pacientes.

A Expectativa do Ministério da Saúde, baseada nos dados do ano passado, é vacinar 90% dos 190 mil incluídos na campanha nacional dentre os grupos prioritários, cerca de 57 mil idosos, 19 mil profissionais de saúde, e demais pacientes do grupo de prioridades.

“Portanto se você está no grupo de prioridades procure a unidade de atenção básica a saúde mais próxima do local onde reside levando seu cartão sus e sua carteirinha de vacinação , se possuir , e previna-se de maneira adequada, sem medo e ciente de que ao fazer isso você não só previne você do contagio mas não será um disseminador da doença , prevenindo assim até mesmo aqueles que você nem conhece mas ficam próximos a você diariamente , nos seus deslocamentos , locais de trabalho, e também a todos os que fazem parte de seu convívio familiar.

“Saúde é um direito de todos, mas também um dever. Façamos, portanto, a nossa parte e boa vacinação para todos”, diz a enfermeira Leandra.

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Comentários (1 comentário)

  • JOELMIR
    1
    0
    3 meses atrás às 09:49h
    Parabéns pela matéria, muito bem explicativa e de simples compreenção