• Mariana Lioto
  • CGN

24 Abril 2018 | 15h41min

O Superior Tribunal de Justiça publicou ontem (23) uma decisão da ministra Maria Isabel Gallotti relacionado ao caso onde a Coopavel é acusada de emitir cédulas fraudulentas, gerando prejuízo ao falido Banco Santos. A condenação ocorreu no Tribunal de Justiça de São Paulo.

O valor base era na ordem de R$ 20 milhões, mas, contando o tempo decorrido, ele tende a no mínimo quadruplicar. A Coopavel disse que teve seu direito de defesa foi cerceado, pois a sentença de primeira instância foi dada negando a possibilidade de que ela produzisse provas.

Eles destacaram que o processo envolve relevante expressão econômica, "danosa aos milhares de cooperados".

A justiça havia considerado que "a prova meramente oral não seria suficiente para afastar a certeza que decorre de toda a prova documental colacionada ao processo, prova esta que autoriza a conclusão de emissão fraudulenta das referidas cédulas de produto rural".

Já a cooperativa disse que "é inadmissível supor que a prova documental apresentada pela Massa Falida do Banco Santos seja irrefutável, isto é, que não aceite contraprova documental ou contestação pericial".

Maria Isabel Galloti concordou com os argumentos da Coopavel.

"Penso que o Tribunal de origem não poderia ter julgado antecipadamente a lide e considerado fraudulenta a atuação da agravante, sem conferir a ela a oportunidade de provar que sua participação no negócio foi legítima.

Nesse contexto, com a devida vênia, entendo precipitado impor à agravante a condenação ao pagamento do total dos valores que se teve por desviados em fraude praticada pelo Banco Santos".

Com a decisão a sentença de 2009 foi anulada e deve ocorrer produção de prova testemunhal, documental e pericial para que tudo seja novamente analisado.

Entenda

Após a quebra do Banco Santos a Massa Falida identificou fraudes na emissão de CPRs que são uma promessa de entrega de produtos rurais. A denúncia é de que títulos de valor elevado eram emitidos sem, de fato, representar atividade rural, ou seja, eram títulos frios.

Na época que os fatos se tornaram públicos, em 2016, a Coopavel disse que o banco exigia a emissão de CPRs para garantir de contrato de financiamento e que foi vítima da fraude do banco e das empresas Delta e Ômega.

Procurada novamente pela reportagem a Coopavel preferiu não se manifestar sobre o caso.

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Comentários (15 comentários)

  • olho vivo
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    5 meses atrás às 15:55h
    quem é que dorme com um barulho desses é fraudes pra todos os lados do paraná
    • Farsa jato
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      5 meses atrás às 19:26h
      Ta na hora de colocar um par de asas nesse dilvo groli e fazer voar desta cooperativa o cara tá igual Fidel Castro nunca sai do poder
  • cabeça de gelo
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    1
    5 meses atrás às 16:08h
    acende um pra nóis fuma!não é só lá em brasília que tem desvio e fraudes aqui também tem é carne fraca na brf é pontes mal feitas e muito m+
    • Poder
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      5 meses atrás às 19:30h
      Dilvo Grolli o cara que não larga a teta pensa num ser que é não pra não sair e sim pra ficar na presidência...
  • mancha negra
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    0
    5 meses atrás às 16:11h
    não é só em brasília que tem golpistas aqui tem de ninhada deles é super faturamentos na saúde educação em estádios calçadoes ciclovias etc
  • cabeça de gelo
    7
    0
    5 meses atrás às 16:14h
    acende um pra nóis fuma!é coopavel é globoaves é brf é diplomata sempre haverá golpes e fraudes para que possam produzirem tranquilamente
  • indignado
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    1
    5 meses atrás às 16:20h
    Novamente este caso, foi roubo ou foi de uma inocência absurdas estes comandantes da Coopavel, os diretores possuem empresas laranjas no ext
  • K país é esse....
    16
    2
    5 meses atrás às 16:37h
    Esses grandes empresários d cascavel tão quebrando o rabo achando k a justiça deixou d existir..diplomata,Globoaves,agora coopavel.
  • Charles
    11
    3
    5 meses atrás às 17:52h
    Se investigar prende muita gente que ficou rico nos ultimos anos nessa coopavel compraram muitos caminhoes né C... G...
    • Senhor!
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      1
      5 meses atrás às 18:57h
      Jesus CRISTO! kkkkkk
  • Olho Neles
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    5 meses atrás às 20:26h
    Coamo e Copacol dividem milhoes anualmente com seus sócios, a Coopavel compromete bens dos seus Para ser investigado Abram o olho sócios
    • Vc é bem inocente
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      0
      5 meses atrás às 23:56h
      Só um exemplo; a copacol cobra 3,3% fundo rural dos associados, o normal é 2,5, depois devolve no fim do ano um dinheiro que ja foi pago
  • Rico
    5
    0
    5 meses atrás às 00:01h
    Como que cai em golpe assim...cadê a administração? O jurídico? E se...não provarem?....que não chegue no bolso dos colono q não merecem iss
    • indignado
      1
      2
      5 meses atrás às 07:36h
      Ouve mesmo um empréstimo não pago, não existe fraude ou estes governantes são de uma inocência terrível. A fraude e deles para com a Coopave
  • Carlao
    9
    1
    5 meses atrás às 06:23h
    Vejam como enriqueceu o Jurídico chefe da Coopavel e outros