Após apagão, Macapá (AP) não vai às urnas e oposição culpa jogo político

As novas datas previstas pelo TRE-AP são 13 de dezembro e 27 de dezembro, se houver segundo turno. As datas ainda precisam ser aprovada pelo...

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Por Agência Estado

Em razão da iminência de caos social devido ao apagão que assola o Estado do Amapá há mais de dez dias, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado e adiou as eleições na capital Macapá.

As novas datas previstas pelo TRE-AP são 13 de dezembro e 27 de dezembro, se houver segundo turno. As datas ainda precisam ser aprovada pelo TSE, mas ontem o presidente da Corte eleitoral, Luís Roberto Barroso, afirmou que estuda a possibilidade de o segundo turno ocorrer em 20 de dezembro, pedido de feito pelos candidatos do município.

Mas é certo que, ao menos até dezembro, Macapá se unirá a Brasília e a Fernando de Noronha como as únicas localidades no País em que a população não irá às urnas.

Ainda que a energia elétrica esteja em esquema de racionamento na maioria dos municípios do Amapá, a Justiça Eleitoral decidiu adiar as eleições municipais apenas na capital, gerando críticas no meio político. Candidatos à prefeitura de Macapá ligados à oposição local atribuem a decisão a uma pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), que tem o irmão, Josiel Alcolumbre (DEM), na disputa. Após o apagão, Josiel começou a cair nas pesquisas de intenção de voto.

“Por que só em Macapá? Por que não no Estado inteiro? Que as eleições deveriam ser adiadas, a gente já sabia! Tanto que pedimos isso! Agora, que elas tinham que ser adiadas até o irmão do presidente do senado parar de cair nas pesquisas, isso é novidade!”, disse o candidato Dr. Furlan (Cidadania). “A VELHA POLÍTICA é ISSO: candidato da situação cai… adiam a eleição!”, contestou outra candidata, Patrícia Ferraz (Podemos).

Como o Broadcast/Estadão revelou, o presidente do Senado teve papel importante neste adiamento e chegou a conversar com o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, sobre o tema. Josiel, que tem apoio do prefeito Clécio Vieira (sem partido) foi às redes sociais defender a remarcação das eleições. “A verdade é uma só: as eleições foram adiadas devido a ameaças de grupos criminosos interceptadas pela ABIN. Os atos estavam sendo articulados para o dia de eleição”, justifica o candidato a prefeito de Macapá.

Já o irmão e presidente do Senado, foi na mesma linha. “O maior atingido com esse apagão chama-se Josiel Alcolumbre, que ia ganhar a eleição em primeiro turno, que estava caminhando para ganhar a eleição”, afirmou Davi em entrevista à rádio Diário FM, do Amapá, na última quinta-feira (12).

Nos bastidores, a versão corrente é que a prefeitura de Macapá é peça importante para as próximas jogadas do xadrez político dos Alcolumbre. Com o irmão à frente do executivo municipal, Davi teria mais força para concorrer à reeleição no Senado ou, ainda, tentar o governo do Estado, após uma tentativa frustrada em 2018. Caso consiga um novo mandato em Brasília, o candidato ao governo seria o atual prefeito Clécio Lima, que rompeu com seu antigo partido, a Rede Sustentabilidade e se distanciou do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) após se aproximar da família Alcolumbre.

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