
Morte de adolescente de 15 anos baleado pela PM completa um ano e apuração segue em andamento
Até o momento ainda não se sabe de qual das armas partiu o tiro que atingiu o garoto...
Publicado em
Por Mariana Lioto
Hoje completa um ano da morte de Alisson Camargo de Araujo, de 15 anos. Ele foi atingido por um tiro disparado pela polícia, quando seguia em uma moto e desrespeitou uma ordem de parada, em Três Barras do Paraná. A CGN buscou informações sobre o andamento do processo que apura a morte.
O que consta no registro inicial da ocorrência é que a equipe policial apurava um arrombamento quando viu as motos e considerou atitude suspeita. Consta que no momento da abordagem houve fuga e os policiais alegaram que dispararam quando o motociclista levou a mão na cintura.
Alisson De Camargo Araújo chegou a ser levado ao pronto socorro, transferido ao HUOP de Cascavel, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
A família alegou às autoridades, também nos registros iniciais, que o garoto estava de fato pilotando a moto pois era competidor e estava indo até a pista de treino. O relato é que o tiro teria atingido as costas.
O 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar) afirmou que até o momento não foi identificado da arma de qual dos dois policiais que estavam na ocorrência saiu o disparo.
“O Encarregado do Inquérito Policial Militar realizou as solicitações de perícias e as oitivas de todas as testemunhas referentes ao caso e concluiu o Inquérito Policial Militar. Até o momento a Polícia Científica – Instituto de Criminalística não enviou o laudo de exame para identificar de qual arma os disparos saíram arma saíram os disparos que atingiram a pessoa de Alisson Camargo de Araújo. Todos os autos já estão em posse do Poder Judiciário, onde o promotor responsável pelo caso irá analisar se há matéria suficiente para a proposição da denúncia e posterior julgamento dos militares estaduais”.
Paralelo a apuração da PM houve um inquérito policial que, segundo a Polícia Civil de Catanduvas, também já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público.
Cabe a promotoria decidir se houve crime no caso ou se ação dos policiais foi legítima.
A CGN entrou em contato com o Ministério Público para saber se já existe uma análise das informações prestadas pelas polícias, mas não houve retorno até a publicação desta notícia.
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou