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O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, participa da solenidade militar em comemoração ao nono aniversário de criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) do Ministério da Defesa

Após Bolsonaro falar em pólvora, ministro da defesa diz que Brasil é pacífico

O ministro afirmou ainda, durante abertura de um seminário com os comandos das Forças Armadas, que os militares devem, por obrigação legal, ser diretamente envolvidos nas...

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Por Agência Estado

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, participa da solenidade militar em comemoração ao nono aniversário de criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) do Ministério da Defesa

Após o presidente Jair Bolsonaro falar em “usar a pólvora” se a diplomacia fracassar, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, disse nesta sexta-feira, 13, que o Brasil é um País pacífico. “Nós somos um País pacífico, em busca da paz sempre, mas não existe país pacífico sem ser forte, é uma condição que a história ensinou”, afirmou o ministro, destacando a estratégia de dissuasão. Azevedo também disse que o Brasil tem como princípio a “não intervenção”.

O ministro afirmou ainda, durante abertura de um seminário com os comandos das Forças Armadas, que os militares devem, por obrigação legal, ser diretamente envolvidos nas relações internacionais, “o que pouca gente lembra”. Segundo Azevedo, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica estão inseridos na “democracia plena”.

O ministro da Defesa também reclamou de “atraso” no desenvolvimento dos projetos estratégicos das três Forças. Ele afirmou que um dos seus objetivos na gestão é recuperar a capacidade operacional das forças militares do País.

“Os comandantes sabem muito bem que os nossos aparelhos, nossas principais máquinas e instrumentos são de 50, 60 anos de duração, necessita uma modernização ou novos equipamentos. A capacidade operacional das Forças Armadas tem que ser revista”, disse o ministro.

Bolsonaro ameaçou usar a pólvora, “quando a saliva acabar”, em reação à pressão por preservação da Amazônia sob risco de sanção econômica feita pelo democrata Joe Biden, presidente eleito para a Casa Branca, segundo projeção dos resultados da eleição na imprensa americana.

O Palácio do Planalto não reconheceu ainda a vitória dele, nem a derrota de Donald Trump, republicano aliado de Bolsonaro. Logo depois, surgiram comparações sobre a capacidade das Forças Armadas do Brasil e dos EUA, maior potência bélica do planeta. Essas comparações irritaram generais da cúpula da Defesa, que as consideram descabidas, pela discrepância de poder de fogo.

Segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, divulgados em abril, o Brasil investiu US$ 26,9 bilhões em defesa, enquanto os Estados Unidos gastaram US$ 732 bilhões, em 2019.

O ministro argumentou que, apesar de ter um território equivalente ao de dezenas de países europeus, o Brasil conta apenas com “uma Marinha, um Exército e uma Aeronáutica”.

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