Ativistas fazem protesto pelo fim de financiamento do BNDES a combustível fóssil

Entre 2009 e 2019, segundo levantamento da 350.org, o banco financiou mais de R$ 90 bilhões em projetos do setor de combustíveis fósseis....

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Por Agência Estado

Ativistas da 350.0rg e pescadores da Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar) realizaram na manhã desta quinta-feira, 12, manifestação em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Centro do Rio de Janeiro. O protesto tem por objetivo suspender os financiamentos do banco para setores poluentes, como petróleo, gás e carvão.

Entre 2009 e 2019, segundo levantamento da 350.org, o banco financiou mais de R$ 90 bilhões em projetos do setor de combustíveis fósseis.

O protesto desta quinta-feira faz parte de uma semana de mobilizações que também ocorreram em Paris, Manila (Filipina) e Abuja (Nigéria) para exigir que os bancos de desenvolvimento contribuam com a recuperação justa da economia global frente à pandemia de covid-19.

As ações ocorreram simultaneamente à cúpula Finance in Common, primeiro encontro internacional de representantes de cerca de 450 bancos de desenvolvimento, com a finalidade de discutir medidas coordenadas de estímulo à economia e enfrentamento às mudanças climáticas.

Os manifestantes pedem que o BNDES direcione os recursos dos contribuintes para iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades mais vulneráveis e contribuam para que o Brasil se adapte às mudanças no clima, como energias renováveis, transporte público eficiente nas grandes cidades e habitação popular para moradores de zonas de risco.

“O País enfrenta uma grave crise econômica, provocada pela pandemia, e uma severa crise ambiental, agravada pelas mudanças climáticas, como mostram os incêndios recentes no Pantanal. É urgente que o BNDES e outros bancos de desenvolvimento parem de queimar o dinheiro do cidadão em setores que só pioram a emergência climática e concentram lucros nas mãos de poucas grandes empresas”, afirma Ilan Zugman, diretor da 350.org na América Latina.

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