AMP
Crédito: Arquivo Agência Brasil

Inflação dos mais pobres sobe mais do que a dos mais ricos em outubro, diz Ipea

Apesar da redução da diferença na inflação de ricos e pobres no mês, o abismo entre as classes sociais permanece. No acumulado de janeiro a outubro,...

Publicado em

Por Agência Estado

Crédito: Arquivo Agência Brasil

Em meio à recessão provocada pela pandemia da covid-19, a população mais pobre do Brasil continua sofrendo mais com a inflação. O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de outubro, divulgado nesta quarta-feira, 11, revela que a taxa de inflação para as famílias de renda mais baixa chegou a 0,98% no mês, pressionada sobretudo pelo salto nos preços dos alimentos. Em setembro, a variação para esta faixa de renda também havia sido de 0,98%. Nas famílias de renda mais alta a variação de preços foi de 0,82% ante 0,29% no mês anterior.

Apesar da redução da diferença na inflação de ricos e pobres no mês, o abismo entre as classes sociais permanece. No acumulado de janeiro a outubro, a inflação das famílias de renda alta (1,0%) foi bem menor que a registrada pelas famílias de menor poder aquisitivo (3,5%), uma diferença de 2,5 pontos porcentuais.

Enquanto os pobres seguem com o orçamento apertado pelo salto no custo dos alimentos, a desaceleração nos preços dos serviços por conta da pandemia da covid-19 deu alívio às famílias de maior poder aquisitivo.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), considera famílias de mais baixa renda aquelas cujo rendimento mensal é menor que R$ 1.650,50. As de classe mais alta são aquelas com rendimento domiciliar mensal superior a R$ 16.509,66.

Em outubro, o grupo “alimentos e bebidas” foi responsável, sozinho, por 61% da inflação da classe de renda muito baixa. De acordo com o Ipea, isso foi reflexo do aumento nos seguintes itens: arroz (13,4%), batata (17%), tomate (18,7%), óleo de soja (17,4%) e carnes (4,3%). Já a alta observada no grupo “transportes”, com os reajustes de 39,8% nas passagens aéreas e de 0,9% nos combustíveis, impactou especialmente as famílias mais ricas.

De janeiro a outubro, houve aumento expressivo em itens que pesam na cesta de consumo dos mais pobres: arroz (47,6%), feijão (59,5%), leite (29,5%), óleo de soja (77,7%) e frango (9,2%). Enquanto isso, itens de maior peso para as famílias mais abastadas apresentaram deflação: passagem aérea (-37,3%), transporte por aplicativo (-22,7%), seguro de automóvel (-9,9%), gasolina (-3,3%), hospedagem (-8,4%) e pré-escola (-1,7%).

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X