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Governo federal prometeu recurso a Instituto Butantan e não viabilizou, diz Doria

“Não quero desmentir a posição dada a mim pelo ministro Pazuello, que é uma pessoa que confio, apesar de servir a um governo negacionista que é...

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Por Agência Estado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse em entrevista à Rádio Gaúcha que, apesar da promessa do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de transferir R$ 84 milhões em recursos para ampliar a capacidade de produção vacinal do Instituto Butantan, os valores ainda não foram recebidos.

“Não quero desmentir a posição dada a mim pelo ministro Pazuello, que é uma pessoa que confio, apesar de servir a um governo negacionista que é o governo Bolsonaro – o ministro Pazuello é um homem de bem -, mas até o presente momento o recurso não chegou ao governo de São Paulo e ao Instituto Butantan”, afirmou o governador.

Segundo Doria, caso o governo federal decida não disponibilizar a quantia acordada, o Estado tem um plano alternativo de financiamento das obras.

Nesta segunda-feira (9) às 12h, o governador deve anunciar o início das obras da fábrica do Instituto Butantan para produção da vacina Coronavac contra o novo coronavírus. Segundo o governador, os imunizantes atenderão a população brasileira e países vizinhos.

De acordo com Doria, o governo de São Paulo garantiu a oferta de 60 milhões de doses aos cidadãos paulistas. O governo estadual negocia também a venda de 40 milhões de doses para que o governo federal faça a imunização de brasileiros em outros Estados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O governador atribui também à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o atraso para início da vacinação, adiado de 14 de dezembro para janeiro de 2021. “Depois de 23 dias de atraso, a Anvisa liberou a importação de 6 milhões de doses da vacina Coronavac e de insumos para a produção de 40 milhões de vacinas”, disse.

Eleições 2022

Doria preferiu não comentar reportagem da Folha de S.Paulo desta segunda que afirma haver uma articulação entre o governador de São Paulo, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e o apresentador Luciano Huck. Segundo Doria, “não é hora de tratar desse assunto. Antecipar esse debate não é bom para o Brasil”.

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