Bolsa fecha em alta de 0,35%, apesar de dia negativo em NY

Ao final, mostrava leve alta de 0,35%, aos 98.657,65 pontos, colocando os ganhos do mês a 4,29% e as perdas do ano a 14,69%. Em dia...

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Por Agência Estado

Até o meio da tarde, o Ibovespa mostrava resiliência ao dia negativo em Nova York, mas a falta de avanço nas negociações entre democratas e republicanos sobre o pacote fiscal inclinou Wall Street mais para baixo, com perdas em torno ou acima de 1,5%, levando o índice da B3 a devolver o nível de 99 mil pontos que ensaiava recuperar pelo terceiro dos últimos quatro fechamentos. Não deu, mas na máxima de hoje o Ibovespa reaproximou-se dos 100 mil pontos, chegando a 99.917,22, melhor nível intradia desde 18 de setembro, saindo de mínima na sessão a 98.309,80, com abertura a 98.310,35 pontos.

Ao final, mostrava leve alta de 0,35%, aos 98.657,65 pontos, colocando os ganhos do mês a 4,29% e as perdas do ano a 14,69%. Em dia de vencimento de opções sobre ações, o giro financeiro totalizou R$ 36,5 bilhões. As ações de commodities e bancos, que sustentavam os ganhos do Ibovespa mais cedo, limitaram o avanço, com a piora em NY. Petrobras ON, que subia acima de 3% mais cedo, fechou em alta de 1,09%, e a PN, de 0,98%, enquanto Vale ON passava a terreno negativo (-0,47%, na mínima do dia no fechamento).

Entre os bancos, Bradesco PN subiu 1,38%, liderando o segmento, ao lado de BTG (+3,73%). Na ponta negativa do Ibovespa, JBS caiu 4,57%, seguida por BRF (-3,10%) e B2W (-3,05%). Na face oposta, Cielo subiu 6,74%, à frente de BR Malls (+5,43%) e Gol (+4,51%).

“Havia muito entusiasmo pela manhã, com a possibilidade de avanço em relação ao pacote fiscal nos EUA, mas a Nancy Pelosi (presidente da Câmara dos Representantes, democrata) mais uma vez jogou um balde de água fria. E, aqui, há uma bomba armada para depois das eleições municipais, que é a definição sobre o Renda Cidadã”, diz Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Ele chama atenção para dois sinais recentes que considera negativos para o cenário doméstico: a indicação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que aceita a prorrogação do auxílio emergencial a 2021 desde que não fure o teto de gastos e a retomada de imposto semelhante à CPMF na agenda do ministro da Economia, Paulo Guedes. “O Maia parece ter aberto uma brecha, antes parecia mais determinado a não transigir.”

“As falas de Maia e Guedes foram positivas na medida em que reiteram o compromisso com o teto de gastos. Sabemos que a palavra final será de Bolsonaro e há pouca margem dentro do Orçamento, em termos de remanejamento, para que se viabilize o auxílio dentro do teto”, diz Daniel Herrera, analista da Toro Investimentos. “O Ibovespa foi valente hoje, resistindo ao dia negativo lá fora”, acrescenta o analista, observando que, depois dos números do segundo trimestre, os balanços do período julho-setembro começam a confirmar que as grandes empresas, com caixa, resistiram bem ao pior da crise e mostram recuperação antes do que se previa.

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