Bolsas da Europa fecham em queda cautela por debate nos EUA e avanço da covid-19

“Com as tensões aumentadas em meio a uma eleição que pode estar muito mais próxima do que as pesquisas sugerem, qualquer erro potencial pode ser ampliado...

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Por Agência Estado

As bolsas da Europa fecharam com perdas nesta terça-feira, 29, com a incerteza sobre o coronavírus no radar e a grande expectativas pelo primeiro debate presidencial nos EUA. O dia foi marcado pela divulgação de indicadores mistos e movimentos específicos colaboraram com quedas em determinados setores, como o de energia. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,52%, a 361,49 pontos, após ter aumento de 2,2% ontem, no melhor resultado desde 22 de junho.

“Com as tensões aumentadas em meio a uma eleição que pode estar muito mais próxima do que as pesquisas sugerem, qualquer erro potencial pode ser ampliado exponencialmente”, apontou a LPL Market sobre o debate de hoje à noite entre Joe Biden e Donald Trump. No campo da pandemia também há cautela – o mundo atingiu ontem a marca de 1 milhão de mortos pela covid-19.

O dia foi de importantes perdas no preço do petróleo, com os barris em Londres e Nova York acumulando quedas próximas a 4%. O resultado teve impacto no setor de energia, com a Total caindo 1,63%, e em Londres BP (-2,20), Royal Dutch Shell (-1,86) seguindo a tendência.

As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia sobre a relação futura após o Brexit também seguem no radar, caminhando para a nona rodada, cercada por incertezas. Em Londres, o FTSE 100 operou em queda ao longo do dia, fechando em 0,51%, a 5.897,50 pontos.

O índice de sentimento econômico da zona do euro subiu a 91,1 em setembro, dado divulgado hoje, acima dos 89,0 previstos. Já o índice de confiança do consumidor subiu a -13,9, como previsto pelos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

A Alemanha divulgou queda de 0,2% no índice de preços ao consumidor (CPI) em setembro, na comparação anual, ante previsão de estabilidade. O ING adverte que o quadro pode “facilmente se transformar em deflação” no país, temendo uma eventual “espiral deflacionária”. No país, a Lufthansa, empresa bastante sujeitas às notícias sobre o avanço da pandemia, fechou em baixa de 2,10%. Em Frankfurt, o índice DAX fechou em baixa de 0,35%, a 12.825,82 pontos.

Em dia em que houve a notícia de que Fiat Chrysler e Peugeot concluíram os trabalhos para a empresa responsável pela administração após a fusão, as ações de ambas recuaram, com queda de 2,33% na primeira e 3,19% na segunda. Em Milão, o FTSE MIB fechou em baixa de 0,52%, a 19.061,18 pontos, enquanto a CAC 40 recuou 0,23%, a 4.832,07 pontos, em Paris.

Com incertezas persistentes no setor financeiro, o PSI 20 em Lisboa teve a maior queda entre as principais bolsas, registrando 1,35%, a 4.033,26 pontos, em dia que as ações do BCP Millenium registraram baixas de 3,52%. Em Madrid, o Ibex 35 caiu 1,15%, a 6,713,60 pontos.

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