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Juros: semana de agenda forte começa com taxas em alta por estresse global

O escândalo bancário envolvendo HSBC e Standard Chartered penaliza as bolsas globais e as moedas emergentes pares do real. O DI para janeiro de 2022 abriu...

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Por Agência Estado

Os juros futuros abriram em forte alta nesta segunda-feira, 21, com uma pressão mais intensa na ponta longa esticando ainda mais a inclinação da curva. Nas máximas intraday, alguns vencimentos subiram quase 20 pontos-base até as 9h24. O vetor na abertura, após a semana passada ter sido marcada pela fragilidade fiscal doméstica, é externo e chega através do dólar, vendido perto de R$ 5,45.

O escândalo bancário envolvendo HSBC e Standard Chartered penaliza as bolsas globais e as moedas emergentes pares do real. O DI para janeiro de 2022 abriu a 3,05% ante 2,97% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2023 abriu a 4,51% ante 4,38% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2025 abriu a 6,47% ante 6,30% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2027 abriu a 7,40% ante 7,28% no ajuste de sexta-feira. O noticiário doméstico, composto por questões como a discussão sobre a volta do auxílio-moradia dos deputados e sobre um novo programa social, fica em segundo plano na abertura do mercado.

Da cena em Brasília, outro destaque é a pressão sofrida pelo Planalto por conta dos incêndios que destroem parte de biomas únicos do Brasil, como o Pantanal e a floresta amazônica. No fim de semana, o vice-presidente Hamilton Mourão, responsável pelo Conselho da Amazônia, voltou a defender que há desinformação por quem critica o governo sobre as queimadas. Esse é um dos motes do discurso que o presidente Jair Bolsonaro fará amanhã na 75ª Assembleia Geral da ONU, onde afirmará que há uma “perseguição” contra o País. Hoje o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, vai pedir formalmente apoio das Forças Nacional de Segurança para ajudar a combater o incêndio no Estado.

Na semana, o investidor estará atento a importantes relatórios e indicadores. Serão divulgadas a Ata do Copom nesta terça-feira, o resultado do IPCA-15 de setembro na quarta-feira e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central na quinta-feira. Na semana passada, a curva empinou quase 30 pontos-base principalmente por conta da fragilidade fiscal e tumultos na cena política.

Do Relatório de Mercado Focus divulgado mais cedo, houve algumas mudanças. O IPCA para 2020 subiu de 1,94% para 1,99%. A Selic no fim de 2020 permaneceu em 2% ao ano, assim como a projeção da taxa básica para o fim de 2021 permaneceu inalterada em 4,50%. A previsão do PIB de 2020 passou de -5,11% para queda de 5,05%.

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