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Família de João Vitor fala sobre decisão que reduziu chance de punição por morte de criança

Menino morreu esmagado por um muro que caiu em praça pública, depois de ser construído fora dos padrões...

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Por Mariana Lioto

A família do menino João Vitor, que morreu aos 9 anos, ao ser atingido por um muro que caiu em praça pública, em 2017, conversou com a CGN nesta manhã sobre uma recente decisão judicial que diminui as chances que os réus apontados como responsáveis pelo acidente sejam punidos.

O MP havia denunciado por homicídio culposo majorado, contudo, principalmente por alguns réus não terem conhecimento técnico sobre construção civil, foi determinada a desclassificação do tipo penal, reduzindo o caso apenas a homicídio culposo, sem intenção.

São réus no processo o Secretário de Meio Ambiente na época da construção, Luiz Carlos Marcon, o servidor Darci Gonzatti, apontado como fiscal da obra, o dono da empresa Borenge Construções, responsável pela execução, Dacio Borges e Paulo Moretti Junior, engenheiro civil da empresa.

Com a decisão a pena mínima é de um ano. Dentro das regras legais, isso possibilita a suspensão do processo a pedido do Ministério público. O MP foi intimado para se manifestar quanto a esta possibilidade.

O advogado Vanderlei Ferreira Araújo contratado pela família para acompanhar o caso pretende dialogar com o Ministério Público para buscar que esta suspensão não ocorra.

O pai, Wanderley Batista dos Santos comenta que apesar do tempo passar, o sofrimento não diminui, ele espera que os responsáveis paguem pelos erros. O pai acredita que o caso gerou mais fiscalização das obras públicas.

Laudos provaram que o ferro usado na obra era diferente do previsto no projeto, o que fez com que a construção ficasse mais frágil. A obra havia sido executada entre 2012 e 2013 e o muro caiu em 2017.

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