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Documentação apreendida em imóveis de assessores e ex-assessores é levada à DECCOR

Os documentos devem auxiliar nas investigações referentes a vendas de cirurgias no SUS...

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Por Fábio Wronski

Os policiais civis encaminharam na manhã desta terça-feira (02) documentações referentes a apreensões de mandados de busca endereços relacionados a assessores e ex-assessores de vereadores da Câmara Municipal de Cascavel, à Divisão Estadual de Combate à Corrupção.

A operação conta com o apoio de policiais lotados no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Nesta madrugada, os investigadores cumpriram os mandados de busca nos imóveis, sendo que as documentações buscam levantar informações sobre a venda de cirurgias no SUS (Sistema Único de Saúde).

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados a assessores e ex-assessores de vereadores da Câmara Municipal de Cascavel.

A PCPR iniciou as diligências no mês de agosto, quando um assessor de vereador foi preso em flagrante, por policiais do Gaeco e autuado pela PCPR por concussão. O homem teria exigido R$ 2 mil para agilizar uma cirurgia eletiva que a vítima estaria aguardando há anos.

Entenda o caso

O homem que trabalhou por 3 anos e 7 meses nomeado no gabinete do vereador Parra havia saído da Câmara de Vereadores no início deste mês. O Gaeco e a Polícia Civil foram informados por um familiar de uma paciente alegando que o homem teria feito a cobrança para providenciar a cirurgia.

O ex-servidor público procurou a vítima informando que poderia adiantar a cirurgia dela mediante o pagamento de R$ 2 mil que seria direcionado a um anestesista. Como a paciente não tinha todo o dinheiro, negociou com o ex-assessor do parlamentar o valor de R$ 1 mil e o procedimento foi realizado dia 17 de agosto em um hospital que atende leitos particulares e SUS.

Os policiais filmaram o momento que ele ligou para a vítima para combinar a entrega do dinheiro e fizeram o flagrante logo após o repasse. O homem ficou dois dias preso e saiu da cadeia após pagar fiança de R$ 20 mil.

Tanto a vítima, quando o detido citaram o envolvimento de Jeovane José Machado, o Ganso Sem Limite, atual assessor do vereador Jorge Bocasanta. A vítima disse que Jeovane estava ligado à cobrança; o detido disse que foi buscar o dinheiro a pedido de Ganso. Ao ser ouvido pelo delegado, Jeovane preferiu não dar qualquer esclarecimento. Jeovane já foi condenado por compra de votos furando a fila de consultas do Cisop.

A cirurgia foi feita pelo vereador e médico Jorge Bocasanta que disse desconhecer a cobrança e não exonerou o assessor investigado. Ele chegou a pedir a prisão da paciente enquanto a mulher estava internada no Hospital Nossa Senhora da Salete. O vereador alega que está sendo alvo de uma armação.

O caso segue em investigação.

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