
Cascavel: Funcionários dos Correios seguem ‘acampados’ em greve
Os trabalhadores fazem o bloqueio em frente à Central dos Correios, na Rua Maranhão, onde realizam o fechamento da estrutura. ...
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Por Fábio Wronski
A segunda-feira (31), amanheceu com a mesma condição que encerrou na semana passada: com os servidores dos correios em Grave.
O fato é registrado em Cascavel, onde a classe está 85% parada, mas também em todo o Estado do Paraná.
Segundo o Sitcom Paraná, sindicato que representa os trabalhadores, a empresa voltou atrás na proposta de manter o acordo coletivo, válido por dois anos e a ainda não há previsão do término do movimento grevista.
Nenhuma carga está chegando a Cascavel e também remessas não são enviadas a partir do município.
Desta forma, os trabalhadores estão acampados em frente à Central dos Correios, na Rua Maranhão, onde realizam o fechamento da estrutura.
Atualização
Por meio de nota, os Correios também se manifestaram sobre a situação:
“Os Correios estão tomando as medidas judiciais cabíveis para garantir o desbloqueio de acesso ao centro de distribuição da empresa na região central de Cascavel. O centro segue operando internamente e a carga da unidade está sendo redirecionada para outros centros, a fim de minimizar impactos no fluxo operacional. Os Correios repudiam tais atos, que demonstram a falta de compromisso dos sindicatos com a sociedade, prejudicando um serviço essencial que está sendo discutido no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho.
Desde o início da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, os Correios têm sido transparentes sobre a sua situação econômico-financeira, agravada pela crise mundial causada pela pandemia de Covid-19. Conforme já amplamente divulgado, a empresa não tem mais como suportar as altas despesas, o que significa, dentre outras ações que já estão em andamento, discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado, assegurando todos os direitos dos empregados previstos na legislação. A paralisação parcial em curso somente agrava esta situação.
A intransigência das entidades representativas está prejudicando não só o funcionamento da empresa, mas, essencialmente, a população brasileira.
A empresa aguarda o julgamento do Dissídio de Greve pelo Tribunal Superior do Trabalho para por fim ao impasse. Vale ressaltar que os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios do seu efetivo. A empresa confia no compromisso e responsabilidade de seus empregados com a sociedade e com o país, promovendo o retorno ao trabalho das pessoas que ainda se encontram em greve, já que a questão encontra-se em juízo e será resolvida pelo TST.”
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