
Greve dos Correios: sem avanços, movimento se mantém, e prejuízo para a sociedade aumenta
Em Cascavel nenhuma carga é enviada ou recebida até que haja um acordo entre os trabalhadores e a empresa.......
Publicado em
Por Ricardo Oliveira
Sem uma definição, a greve dos Correios continua em Cascavel, assim como em todo o Paraná. De acordo com o Sitcom Paraná, sindicato que representa os trabalhadores, a empresa voltou atrás na proposta de manter o acordo coletivo, válido por dois anos e a ainda não há previsão do término do movimento grevista.
Nenhuma carga está chegando a Cascavel e também remessas não são enviadas a partir do município.
Prejuízos causados para a população
Na última sexta-feira (28) os Correios se manifestaram sobre a greve e afirmaram que não possuem mais condições de suportar as altas despesas, o que significa, dentre outras ações que já estão em andamento, discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado.
A empresa também destaca que o prejuízo causado pela greve afeta os empreendedores que já estão sofrendo impactos nos seus negócios, tendo em vista que dependem dos serviços da empresa para conseguirem se manter com a pandemia.
Para os Correios a intransigência das entidades representativas, que tornaram a greve uma prática quase anual, está prejudicando não só o funcionamento da empresa, mas, essencialmente, a população brasileira.
Confira a nota na íntegra emitida pelo sindicato:
Os trabalhadores dos correios continuam em greve por tempo indeterminado, já que mais uma vez mesmo com a tentativa de mediação protocolada pelo MPT, porém sem avanços. A empresa recusou a proposta de apenas manter o acordo coletivo assinado no ano anterior válida para dois anos e desrespeitado com a quebra de acordo por parte da ECT, passando por cima do órgão maior responsável TST.
A própria direção da ECT em sua sustentação oral na audiência do STF afirmou um lucro de aproximadamente 700 milhões de reais até o mês de junho de 2020 com a crescente alta nas de postagem de 35% nas encomendas com a pandemia, com a qual se contaria em notas para imprensa dizendo que não pode cumprir com sua folha de pagamento.
E importante lembrar que o trabalhador dos correios tem o menor salário de todas as estatais brasileiras e um serviço sucateado por vários anos onde sempre são superadas as metas de venda garantindo o trabalho efetuado com maestria pelos seus funcionários que cumprem no prazo a entrega apesar de estarem com sobrecarga de trabalho , já que o último concurso público foi em 2011.
A empresa não se preocupa com sua força de trabalho e também não se preocupa com seus clientes empreendedores quando vira as costas para uma negociação de convenção coletiva quebrando acordos feitos em dissidio. A paralisação tem aumentado a cada hora em todo o país, torno de 75 mil trabalhadores estão com os braços cruzados.
Grandes centros como complexo de Indaiatuba/SP que são responsáveis pela distribuição das encomendas para todo o pais estão totalmente fechados, sem entrar nem sair caminhão. O complexo responsável pela distribuição no Paraná inteiro, localizada em Curitiba, foi tomado pelos trabalhadores na noite de ontem dia 28, ficando totalmente parado. Cascavel e região, não estão recebendo carga de fora e nem enviando.
Com mais de 85% dos trabalhadores parados e várias cidades com agencias com as portas fechadas, continuam firmes na greve e garantem que não retornam ao trabalho antes de acordarem ao menos a manutenção das 70 clausulas retiradas do nosso acordo, reduzindo em 43% nosso salário, inclusive já descontando nas nossas folhas de pagamento desse mês de agosto já depositado ontem. Somos apenas uma matricula para o general Floriano Peixoto, presidente da empresa. Com esse desconto tivemos centenas de trabalhadores com o holerite zerado.
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