
Estupro dentro de casa: casos de repercussão ajudam vítima a romper o medo
Ontem mais um caso foi descoberto em Cascavel envolvendo uma garota que estaria sendo abusada desde a infância...
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Por Mariana Lioto
E quando quem deveria proteger é o responsável pela maior das violências? Os casos de criança e adolescentes vítimas de estupro dentro de casa revoltam. Ontem, em Cascavel, mais uma situação passou a ser investigada. Uma adolescente, durante um atendimento na UPA Tancredo, revelou ser vítima do próprio padrasto desde os 10 anos. Hoje ela tem 13.
A conselheira Sirlei Soares de Aguiar comenta que os casos que ganham repercussão, como a da menina que acabou engravidando aos dez anos, no Espírito Santo, e precisou recorrer a justiça para poder abortar, ajudam que outros crimes sejam denunciando.
“Esses casos de repercussão são essenciais para a vítima ver que é possível sair do sofrimento. Infelizmente para nós este tipo de situação é corriqueira. Como ocorre no seio da família a criança tem muito medo de revelar, muitas vezes é ameaçada”, comenta Sirlei.
Ter uma pessoa de confiança também pode fazer a diferença. Uma amiga, uma educadora da escola, o responsável por um atendimento de saúde ou o próprio Conselho Tutelar podem se tornar canais para que a denúncia ocorra. Apesar de ser vítima há vários anos, a jovem nunca tinha sido acompanhada pelo Conselho Tutelar.
No caso recente de Cascavel e adolescente está internada no Hospital Universitário e o agressor já foi localizado pela Polícia. Apesar de ser vítima há vários anos, a jovem nunca tinha sido acompanhada pelo Conselho Tutelar. Depois da alta, a jovem deve passar por exames e será avaliada a necessidade de ela ser encaminhada para acolhimento.
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