
Paraná bate recorde em mortes por confrontos com policiais, diz MP
Dados apontam crescimento de 13% em relação ao primeiro semestre do ano passado. ...
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Por Deyvid Alan
O Paraná registrou recorde de mortes em confrontos com policiais no primeiro semestre de 2020. O dado está presente no levantamento divulgado pelo MP-PR (Ministério Público do Paraná) nesta segunda-feira (24), que contempla os cinco últimos anos.
Foram 184 óbitos registrados entre janeiro e julho – 183 pessoas foram vítimas em situações com a PM (Polícia Militar do Paraná) e uma contra a Guarda Municipal de Curitiba. Nenhuma pessoa morreu por confronto com policiais civis.
O número de 2020 é 13,58% maior comparado ao mesmo período do ano passado, quando 157 pessoas perderam a vida em decorrência de confrontos policiais. Até então, o maior índice tinha sido registrado no primeiro semestre em 2017, com 171 mortes.
O levantamento do MP também aponta as cidades que tiveram mortes por confrontos com policiais neste ano. Confira:
- Curitiba – 48
- Londrina – 29
- São José dos Pinhais – 14
- Colombo e Prudentópolis – 7
- Foz do Iguaçu – 6
- Piraquara – 5
- Fazenda Rio Grande, Ponta Grossa, Toledo e Umuarama – 4
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Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco e procurador de Justiça, avalia que a PM registra um maior número nessas mortes por ser a responsável para atender os eventos.
“Conversando com vários comandantes militares, eles interpretam que isso pode ser devido à pandemia, que proporcionou que os policiais chegassem mais rapidamente aos lugares”, diz ele.
O MP-PR é o encarregado de fazer a investigação de todos os óbitos em confrontos. O processo de apuração é feito geralmente em parceria com a polícia científica e Instituto de Criminalística, responsáveis por apresentar laudos para determinar se houve, de fato, um confronto.
“Essa situação de confronto é um pouco ampla e por isso cada caso é verificado. É apurado a necessidade do cumprimento dos protocolos: se existe a ação policial na legítima defesa de terceiros ou próprios, erro na conduta ou mesmo de má fé”, completa.
Em toda ocorrência é instaurado procedimento administrativo e inquérito policial, que é submetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, com total transparência e rigor para a punição de raríssimos desvios.
Fonte: Paraná Portal
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