TRE-PR mantém candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado após suspensão do TSE

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No julgamento, o TRE-PR considerou improcedente a impugnação apresentada contra Dallagnol e deferiu o pedido de registro de candidatura.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (23), manter a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado Federal. A decisão ocorre poucos dias após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a campanha do ex-procurador, no último sábado (19).

No julgamento, o TRE-PR considerou improcedente a impugnação apresentada contra Dallagnol e deferiu o pedido de registro de candidatura. O tribunal ainda acatou parcialmente os embargos da defesa, mas manteve a multa de R$ 100 mil aplicada ao candidato, devido à divulgação de dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da decisão favorável no Paraná, o futuro da candidatura de Dallagnol ainda depende do TSE, que pode analisar o caso em última instância e decidir pela manutenção ou não do registro. As análises são de que o julgamento contra Deltan ocorra antes do 1º turno das eleições.

A suspensão da campanha de Dallagnol, determinada no sábado pelo TSE, impede o uso de recursos públicos de campanha, a veiculação de propaganda no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão e a participação em debates e demais atos de propaganda.

O pedido para barrar a candidatura foi apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, formada por partidos como PT e PSOL, que alegam que Dallagnol permanece inelegível após a cassação de seu mandato de deputado federal em 2023.

Após a decisão liminar do TSE, Dallagnol criticou publicamente o ministro Floriano de Azevedo Marques e mencionou suposta proximidade entre este e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O candidato afirma que, se eleito, irá lutar pela cassação de ministros envolvidos em polêmicas.

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