Andrea Bocelli: a voz italiana que transformou a música clássica em fenômeno mundial
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Por Redação
Há vozes que a gente escuta. E há vozes que parecem ocupar o ambiente inteiro antes mesmo de a música terminar.
Andrea Bocelli completa 68 anos nesta terça-feira (22) e pertence à segunda categoria. Nascido em Lajatico, na Toscana, em 1958, o italiano construiu uma trajetória que atravessou a música clássica, a ópera e o pop, tornando-se uma das vozes mais reconhecidas do planeta.
E existe uma curiosidade quase engraçada nessa história: Bocelli conseguiu algo que poucos artistas conseguem. Fez música de concerto chegar a públicos que talvez nunca tivessem comprado ingresso para uma ópera. Em outras palavras, levou a ópera para a sala de estar de muita gente.
Uma voz que não ficou dentro da ópera
Bocelli começou a estudar piano ainda criança e posteriormente aprendeu a tocar flauta e saxofone. A música, porém, acabou deixando de ser apenas uma habilidade e passou a ser o centro de sua vida.
Sua grande projeção internacional veio nos anos 1990. O encontro com o cantor italiano Zucchero e, posteriormente, o apoio de Luciano Pavarotti ajudaram a abrir as portas para uma carreira internacional.
O restante foi uma mistura de talento, repertório e uma voz imediatamente reconhecível.
Da ópera ao pop
Um dos segredos da carreira de Bocelli foi não tratar a música clássica como uma fronteira.
Ao longo das décadas, ele dividiu o microfone com artistas de estilos completamente diferentes, como Celine Dion, Ed Sheeran, Dua Lipa e Ariana Grande. O resultado foi uma carreira capaz de aproximar públicos distintos sem abandonar as raízes italianas.
É o tipo de trajetória em que a pergunta deixa de ser “isso é ópera ou música pop?” e passa a ser simplesmente: “quem está cantando?”.
A resposta geralmente é fácil.
O italiano que virou patrimônio musical
Com milhões de discos vendidos e apresentações em alguns dos maiores palcos do mundo, Bocelli transformou seu nome em uma espécie de passaporte musical italiano.
Sua voz já embalou casamentos, cerimônias, grandes eventos e incontáveis momentos particulares de quem descobriu que determinadas músicas parecem ter sido feitas para tocar quando a vida decide ficar um pouco mais cinematográfica.
Aos 68 anos, Andrea Bocelli segue sendo um daqueles artistas cuja carreira ajuda a lembrar que música clássica não precisa ficar presa ao passado. Ela pode viajar, mudar de roupa, encontrar outros gêneros e, ainda assim, continuar sendo reconhecida pela mesma coisa que a tornou especial desde o começo: uma voz que não precisa pedir licença para ser ouvida.