MPPR divulga informações sobre Operação Resgate deflagrada contra ONG SOS 4 Patas e candidata
Publicado em

Por Fábio Wronski
Atualizado em
O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, divulgou detalhes a Operação Resgate, deflagrada pelo GAECO na manhã de ontem, quinta-feira (17), no Paraná. O procedimento investiga suspeitas de desvio de recursos, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular em uma ONG de proteção animal em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
A principal investigada é Mariane Aparecida Mazzon, conhecida como Mari Mazzon SOS 4 Patas, candidata a deputada estadual, além de pessoas e empresas ligadas a ela.
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à ONG em Campo Largo e Curitiba. Também houve determinação judicial para bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 1,6 milhão, além da suspensão imediata das atividades de captação de recursos por meio de sorteios, bingos e rifas.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que a diretoria e o conselho fiscal da ONG SOS 4 Patas teriam sido ocupados por membros de um mesmo núcleo familiar. Conforme apurado, parte dos valores arrecadados por doações e promoções de sorteios teria sido desviada para contas pessoais da Diretora Executiva, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão.
A apuração indica ainda confusão patrimonial, pagamento de despesas pessoais com recursos da ONG, lavagem de capitais por meio de repasses a terceiros e suspeita de fraudes em sorteios promovidos pela entidade.
O processo tramita em segredo de justiça. A defesa dos investigados não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Operação Resgate
A Operação Resgate é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O objetivo é apurar possíveis crimes de organização criminosa, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão imediata de qualquer captação de recursos por sorteios, rifas ou bingos relacionados à ONG.
As investigações seguem sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço do inquérito.