Ministério Público do Paraná cumpre mandados na Operação Resgate, que apura possíveis crimes relacionados a ONG voltada à proteção animal em Campo Largo

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Por Ministério Público do Paraná

O Ministério Público do Paraná, a partir da 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira, 17 de setembro, a Operação Resgate, que apura possíveis crimes de organização criminosa, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular envolvendo dirigentes de organização não governamental (ONG) voltada à causa animal em Campo Largo.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados à ONG em Campo Largo e Curitiba, além de ordens judiciais de bloqueio de bens e valores no montante de até R$ 1,6 milhão e a suspensão imediata de atividades de captação de recursos por meio de sorteios, bingos ou rifas, conforme decretado pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal da comarca.

Crimes apurados – As investigações apontam que a entidade, que atua no resgate de animais em situação de maus-tratos e é financiada por doações de particulares e pela promoção de sorteios, rifas e bingos, teve sua diretoria e seu conselho fiscal aparelhados por um mesmo núcleo familiar. Segundo apurado, os dirigentes teriam desviado sistematicamente parte dos recursos arrecadados, estimando-se que cerca de R$ 1,6 milhão tenha sido depositado e retido diretamente em contas pessoais da Diretora Executiva.

Os levantamentos demonstraram a ocorrência, em tese, de intensa confusão patrimonial, com o pagamento de despesas pessoais com o dinheiro da ONG, lavagem de capitais mediante o repasse de valores a terceiros e o suposto cometimento de fraudes em sorteios realizados pela entidade.

O processo tramita em segredo de justiça.

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Fonte: MPPR

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