Presidente do Água Santa é alvo de mandado de prisão em ação do MP contra o PCC

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De acordo com a investigação, Paulo Farias é ligado ao ramo de transportes e está à frente das empresas Translíder e A2 Transportes.

Por Agência Estado

Paulo Korek Farias, presidente do Água Santa, é um dos alvos de mandado de prisão da Operação Vectura Corrupta, ação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista. O Estadão busca contato com a defesa do dirigente e a matéria será atualizada em caso de manifestação.

De acordo com a investigação, Paulo Farias é ligado ao ramo de transportes e está à frente das empresas Translíder e A2 Transportes. Para os investigadores, ele teria atuado como um dos responsáveis por ocultar os verdadeiros interesses da organização criminosa por meio de seu nome e de suas empresas.

Foi sob a gestão de Paulo Farias que Água Santa, situado em Diadema, no ABC paulista, viveu seu maior momento no futebol. Em 2023, o clube foi vice-campeão estadual e até venceu o primeiro jogo da final, contra o Palmeiras, por 2 a 1, mas acabou derrotado por 4 a 0 na volta.

Em entrevista ao Estadão, em 2023, Paulo Farias negou qualquer tipo de envolvimento do Água Santa com o PCC. “Enquanto nós não tínhamos visibilidade, a gente suportou isso sempre dentro do nosso coração. Eu quero crer que é por conta de a gente ser de uma cidade humilde, de uma cidade que realmente já foi tida como a mais violenta do Brasil até os anos 2000”, afirmou.

“Eu entendi que chegou a hora, agora que a gente está tendo visibilidade, de acabar com esse preconceito. É um time humilde, sim. É um time que vem de uma cidade carente, sim. Mas é um time com muito trabalho e muita honestidade.

Paulo Farias está no comando do Água Santa desde 2011 e liderou a transição do clube, fundado em 1981, do futebol amador para o profissional, estreando na primeira divisão do Paulistão em 2016.

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