Após ser despejada, moradora afirma tristeza: "fundadora do Esmeralda, aqui era matagal"

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Em entrevista à CGN, Valdirene contou que dedicou grande parte da vida ao local.

Por Fábio Wronski

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Valdirene Amaro Silva Neto, moradora do Bairro Esmeralda, em Cascavel, foi despejada nesta quinta-feira (17) de uma residência na Rua Safira, onde viveu por mais de 32 anos. A ordem judicial foi cumprida com apoio das autoridades, e os moradores decidiram deixar o imóvel de forma voluntária, sem registro de conflitos.

Em entrevista à CGN, Valdirene contou que dedicou grande parte da vida ao local. “Estou aqui há 32 anos, o meu marido pagou 20 anos para o proprietário”, relatou. Segundo ela, após esse período, o casal recebeu um comodato para continuar morando na casa. “Procurei uma advogada, ela disse que eu poderia entrar na Justiça para pedir uso campeão, mas eu não quero tomar nada de ninguém. Não tenho condição de reformar essa casa”, explicou.

A moradora afirma que buscou orientação jurídica e tentou negociar sua permanência, mas não obteve sucesso. “Arrumei um advogado particular para tentar resolver, mas hoje tive que lidar com o despejo”, disse Valdirene.

Ela se declara uma das fundadoras do Bairro Esmeralda e expressa a tristeza de deixar o local. “Fico triste, porque quando você é fundadora, tem toda uma história. Agora aconteceu isso. Meu marido teve dó de parente, acabou vendendo meio lote, e outras famílias vieram morar aqui. Nós temos o contrato do lote inteiro, mas ele vendeu”, contou.

Valdirene afirma que procurou órgãos públicos e tentou buscar alternativas, mas o processo de despejo foi mantido. “Eu não sou a lei, é a lei que decide. Agora vou conversar com o advogado para ver o que pode ser feito”, concluiu.

O espaço permanece aberto para manifestação dos envolvidos e das autoridades responsáveis pelo caso.

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