PCPR cumpre mandados contra grupo que tentou furtar carga de R$ 1 milhão de rede varejista

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Os alvos da operação são investigados pela prática dos crimes de furto qualificado por fraude, abuso de confiança e concurso de pessoas e associação criminosa.

Por Diego Cavalcante

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu cinco integrantes de uma associação criminosa que tentou furtar uma carga de bebidas avaliada em R$ 1 milhão. A operação aconteceu em Londrina e Curitiba, no Paraná, e Soledade, no Rio Grande do Sul, nas primeiras horas desta quinta-feira (17).

Os alvos da operação são investigados pela prática dos crimes de furto qualificado por fraude, abuso de confiança e concurso de pessoas e associação criminosa. Contra eles, os policiais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.

As buscas visaram a apreensão de dispositivos eletrônicos, mídias digitais, veículos e documentos utilizados na preparação e execução do delito, além da consolidação das provas colhidas durante a fase sigilosa das investigações, para identificar o eventual envolvimento de outras pessoas.

O fato ocorreu no dia 16 de dezembro de 2025, no centro de distribuição de uma grande rede varejista de supermercados, situado em Cambé, no Norte do Estado. A ação criminosa visava a subtração de uma carga de bebidas avaliada em mais de R$ 1 milhão.

O crime contou com facilitação interna, viabilizada pela participação direta de um funcionário do setor de logística da própria empresa vítima. “Valendo-se de seu conhecimento aprofundado dos fluxos de trabalho, das rotinas de carregamento e dos sistemas corporativos internos, o funcionário atuou como idealizador e articulador do plano, atuando para neutralizar a vigilância da empresa”, explica o delegado da PCPR André Feltes.

A investigação da PCPR revelou uma complexa estrutura tecnológica e operacional empregada pela organização criminosa. Os suspeitos invadiram o e-mail corporativo de um gestor da rede de supermercados, capturando credenciais de acesso e códigos de autenticação em duas etapas para interceptar documentos e ordens de faturamento.

Utilizando números de telefones cadastrados em nome de terceiros (“laranjas”), o grupo criou, em um aplicativo de mensagens, um perfil falso de uma funcionária encarregada da liberação de cargas. Assim, emitiram ordens fraudulentas diretamente aos operadores do pátio logístico.

Para dar aparência de legalidade, o grupo providenciou notas fiscais falsas e as entregou fisicamente no centro de distribuição para tentar burlar a portaria e autorizar a saída do caminhão de transporte contratado pelo bando. O furto somente não se consumou porque as inconsistências foram percebidas antes que o caminhão carregado deixasse o local.

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