Veja a entrevista completa do candidato à presidência, Renan Santos, em Cascavel
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Por Fábio Wronski
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Renan Santos, candidato à Presidência pelo Partido Missão, esteve em Cascavel na noite desta quarta-feira (16) para um encontro com seguidores, aliados e eleitores. Em reta final de campanha, Renan percorre cidades do Sul do Brasil com a chamada “Turnê da Vitória”, buscando contato direto com a população. Em entrevista à CGN e à imprensa local, ele apresentou propostas para temas como infraestrutura, segurança, educação e desenvolvimento regional.
Infraestrutura e logística: foco em investimento público
Renan criticou a falta de investimentos públicos em infraestrutura e defendeu reformas para liberar recursos Federais. “É um absurdo que o Plano Nacional de Infraestrutura nunca é viabilizado. Quando há investimento, é em sua maioria privado, não público”, disse. Segundo ele, o corte de despesas do governo federal permitiria mais investimentos em estradas, ferrovias e armazenamento de grãos, facilitando o escoamento da produção do Oeste do Paraná.
Sobre a proposta de um aeroporto de cargas para Cascavel, Renan garantiu compromisso: “Não é só estudar. Já discuti com empresários da região e é um tema central. Infraestrutura é obrigação, especialmente em regiões de alta produção como o Paraná.”
Redução de custos e incentivo à agroindústria
O candidato afirmou que suas reformas pretendem reduzir os juros e estimular uma nova onda de industrialização ligada ao agronegócio. “A população do Paraná é altamente empreendedora. Se o governo parar de tirar tanto dinheiro e focar em infraestrutura, o Estado decola tranquilamente”, declarou.
Preço dos alimentos e energia
Renan também apontou caminhos para baratear a alimentação. “Vamos criar uma reserva estratégica de combustíveis, inclusive com biocombustíveis, para estabilizar preços em crises internacionais. O objetivo é que o preço das commodities não afete o alimento do brasileiro”, explicou.
Educação: método fônico, premiação e foco em produtividade
Questionado sobre propostas para a juventude, Renan defendeu a obrigatoriedade do método fônico de alfabetização, premiações para bons desempenhos e bolsas para os melhores alunos das escolas públicas. “Vamos premiar alunos, famílias e diretores que superarem a média nacional. E os 2% melhores terão bolsas nas melhores escolas, independentemente de cor ou origem”, afirmou.
Sobre o ensino superior, criticou a autonomia universitária e disse que o ensino público deve priorizar áreas estratégicas para a produtividade, como agronomia, engenharia genética e inteligência artificial. “O Brasil tem que investir em temas que aumentem a produtividade, como fazem Israel, Singapura e Japão”, completou.
Segurança e conflitos de terra
Renan adotou tom duro ao tratar dos conflitos fundiários e do crime organizado. Sobre invasões na região de Guaíra, afirmou: “O que aconteceu foi invasão de território brasileiro por supostos índios de outra nação. Isso é caso de segurança nacional e deveria ser tratado com rigor diplomático e policial.”
Para o crime organizado, defendeu endurecimento das leis e construção de presídios com isolamento total para membros de facções. “O crime aqui abastece o crime em São Paulo. É preciso atuação federal e penas mais duras, inclusive para pequenos furtos ligados a facções”, pontuou.
Rodovias, ferrovias e energia
O presidenciável reforçou a necessidade de investimentos em rodovias, ferrovias e armazenamento para melhorar o escoamento da safra. “Rodovia, ferrovia e silos de armazenamento fazem parte do pacote de infraestrutura que o Oeste do Paraná precisa”, resumiu.
Itaipu e uso de recursos
Renan criticou a gestão da Itaipu Binacional, afirmando que a usina virou “depósito de empregos fantasmas” e que recursos têm sido desviados para festas e outros estados. “Temos que reforçar a Lei das Estatais para acabar com o loteamento político e garantir que Itaipu sirva aos brasileiros”, defendeu.
Turismo: falta de investimento limita potencial
Sobre o turismo, especialmente em Foz do Iguaçu, Renan voltou a apontar a falta de infraestrutura como principal entrave. “Qualquer cidade turística do mundo tem infraestrutura de vias, praças e entretenimento. No Brasil, falta dinheiro para investir, e isso limita o potencial do turismo”, avaliou.
Campanha e reta final
Renan relatou entusiasmo com a recepção durante a turnê, especialmente entre os jovens. “Só hoje fizemos cinco eventos lotados, mesmo com poucos recursos. Tem algo acontecendo fora do radar das pesquisas”, observou. Ele detalhou o roteiro da caravana, que inclui cidades do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro até o fim da campanha.
Mensagem final: por que votar em Renan?
Ao ser questionado sobre o motivo para o eleitor de Cascavel escolhê-lo, Renan respondeu: “Se você abrir o celular do Daniel Vorcaro, o meu nome não vai estar lá”, em referência à polarização política local e à busca por uma alternativa.