Copom mantém balanço de riscos para inflação com assimetria altista

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Entre os riscos altistas, o Copom listou uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados, e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia; uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada; e estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária.

Por Agência Estado

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a avaliação de que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, mas com assimetria altista no balanço. No comunicado da reunião de setembro do Comitê, publicado há pouco, foram listados quatro riscos de alta e três de baixa.

Entre os riscos altistas, o Copom listou uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados, e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia; uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada; e estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária.

Entre os riscos de baixa, ressaltou uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; uma desaceleração global mais pronunciada decorrente dos choques de comércio e do petróleo, e de um cenário de maior incerteza; e uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

Nesta quarta-feira, 16, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% ao ano para 13,75%.

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