Funcionária afirma ter sido assediada por empresário em casa noturna de Cascavel
Publicado em
Por Fábio Wronski
Atualizado em
Uma mulher procurou a Delegacia da Mulher de Cascavel na manhã desta terça-feira (15) para registrar uma denúncia de assédio sexual contra o proprietário de uma casa noturna do Centro de Cascavel. Segundo a vítima, que trabalhava de forma terceirizada como controladora de fluxo (segurança), ela foi importunada e ameaçada pelo empresário durante o exercício de suas funções.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender a situação no local de trabalho, mas o suspeito não foi encontrado. A vítima relatou aos policiais que o empresário a abordou com convites de conotação sexual, insistiu para que ela fosse até uma caminhonete sob o pretexto de pagar a diária e só cessou as investidas após a chegada de esposa do acusado.
Ainda conforme o relato, o homem teria acariciado a vítima sem consentimento em ocasiões posteriores. “Eu era controladora de fluxo e estava na portaria, quando o dono começou com conversas estranhas, perguntando se eu era santa, se eu não era. Mesmo eu dizendo que era casada e estava grávida, ele continuou insistindo. Depois, falou para ir até a caminhonete, dizendo que pagaria o valor do trabalho, e tentou me puxar pelo braço”, contou a mulher à CGN.
A vítima afirma que, após recusar as investidas, passou a ser excluída das escalas de trabalho. “Ele começou a me cortar das escalas e falou que não era pra eu comparecer mais à casa noturna. Lá era o meu sustento”, relatou.
Sobre as providências tomadas, a vítima explicou: “No dia, foi acionada a Polícia Militar, fizeram o boletim de ocorrência e hoje estou aqui na delegacia fazendo a representação”.
A mulher também relatou ter sido ameaçada após recusar os convites do empresário. “Ele falou pra mim não comparecer mais à casa noturna, senão ia ser tomado umas medidas cabíveis, que vocês sabem que são ameaças”, afirmou.
A Delegacia da Mulher investiga o caso. O nome do denunciado não foi citado, mas o espaço segue aberto para posicionamento. A CGN segue acompanhando o caso e os demais desdobramentos.