Nível de descrédito do STF mostra que uma linha perigosa foi ultrapassada, diz Rogério Marinho
Publicado em
Por Agência Estado
O líder da oposição no Senado Federal e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 14, mostra “descrédito” do Supremo Tribunal Federal (STF), e que o Senado deveria abrir uma apuração sobre crimes de responsabilidade no Judiciário.
As declarações ocorreram nesta segunda-feira, 14, em entrevista a jornalistas. O levantamento da Quaest mostrou que 56% dos brasileiros dizem que “desconfiam muito” do STF, e apenas 9% afirmam que confiam muito na Corte.
“Está fortemente impactado esse Poder, pelo descrédito, pela forma como alguns dos seus integrantes têm se comportado”, disse Marinho. “Como é que você pode ter um Judiciário em que a população majoritariamente não confia no tribunal?”, indagou.
O senador prosseguiu: “Esse nível de descrédito mostra que uma linha perigosa foi ultrapassada, e essa linha precisa ser resgatada. O País não tem previsibilidade, que não tem segurança jurídica, que não tem regras claras, mudadas ao sabor da conveniência do julgador, em função de critérios absolutamente movediços”.
Na ocasião, o parlamentar voltou a defender ações do Senado diante da crise no STF. “Este Senado da República deveria estar fazendo o seu papel, de, cumprindo a Constituição, fazer a abertura do inquérito para apurar crimes de responsabilidade que, na minha opinião, já ocorreram de forma reiterada nos últimos anos.”
Marinho acrescentou: “Estamos na situação em que literalmente se pergunta quem vigia o vigia?”. O líder da oposição também mencionou as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e reivindicou que se declare impedido o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Além disso, o senador disse ver “perplexidade” na atuação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Esse excesso de intimidade entre o presidente da República e o diretor-geral da Polícia Federal, sem a liturgia da passagem pelo ministro da Justiça, nos leva a uma série de ilações. O que eles estão discutindo? Um jogo do Corinthians? Um jogo de tênis? Estão discutindo as roupas que estão comprando para as suas mulheres? Ou estão discutindo inquéritos sigilosos que estão tramitando dentro da Polícia Federal?”, questionou.