
Salvo pelo gongo
Coerente com os princípios que o levaram para a vida pública, Oriovisto reafirmou seu compromisso com a austeridade financeira e a responsabilidade fiscal, uma das qualidades...
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Por Caio Gottlieb
Breves considerações sobre a atuação dos senadores paranaenses Oriovisto Guimarães, que votou pela manutenção, e Flávio Arns e Alvaro Dias, que votaram pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro ao dispositivo que poderia abrir uma vasta brecha para Estados e Municípios concederem aumentos salariais a servidores usando recursos repassados para o combate à Covid-19, o que ampliaria o rombo nas contas da União e representaria um verdadeiro insulto a milhões de trabalhadores da iniciativa privada que já perderam seus empregos por causa da pandemia.
Coerente com os princípios que o levaram para a vida pública, Oriovisto reafirmou seu compromisso com a austeridade financeira e a responsabilidade fiscal, uma das qualidades que fazem dele um dos melhores parlamentares desta legislatura. É o político que pensa na próxima geração, e não na próxima eleição.
De Arns não se esperava outra coisa. Embora não esteja mais filiado ao PT, a verdade é que ele continua lá de corpo e alma. É daqueles que são capazes de causar o maior prejuízo ao país para impedir o menor sucesso do governo. Está, como sempre esteve, a serviço das corporações do funcionalismo. Doa a quem doer.
Depois de ser alvo em 2017 de fortes protestos da expressiva parcela do seu eleitorado mais tradicional, formada por empresários e profissionais liberais, ao ficar contra a reforma trabalhista, Alvaro voltou a decepcionar. Se ele pretendeu apenas mostrar que é oposição ao governo, escolheu o momento errado. Se o objetivo foi agradar os funcionários públicos, deu um tiro no pé, pois a classe não gosta dele. Perdeu muitos votos entre seus apoiadores e ganhou poucos do outro lado. Se é que ganhou.
Enfim, felizmente, aos 45 minutos do segundo tempo, a Câmara dos Deputados (quem diria) entrou em campo para assegurar a validade do veto presidencial e corrigir o desserviço que o Senado quase prestou à nação.
Caso contrário, mais de 120 bilhões de reais poderiam ir pelo ralo anualmente para turbinar o cacife eleitoral de governadores e prefeitos populistas.
O Brasil tem mais sorte do que juízo.
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