Fabiane Grando Brotto morre em Cascavel após 144 dias desde o acidente que matou a filha
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Por Luiz Haab
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Depois de quase cinco meses de uma intensa luta pela vida, Fabiane Grando Brotto, de 40 anos, morreu neste sábado (12), em Cascavel. Ela estava internada em um hospital particular da cidade desde o grave acidente registrado em 21 de abril, na BR-277, em Céu Azul, que também tirou a vida de sua filha, Bianca Brotto, de apenas 7 anos.
A morte foi comunicada pela família por meio de uma mensagem acompanhada de uma fotografia de Fabiane e Bianca. A publicação fala sobre a longa e difícil caminhada enfrentada pela mãe e afirma que, agora, Fabiane parte ao encontro da filha. As informações sobre o velório e o sepultamento ainda serão divulgadas pela família.
Uma luta que mobilizou toda a região

Desde o acidente, a história de Fabiane foi acompanhada de perto por familiares, amigos e moradores do Oeste do Paraná. Ela sobreviveu à violenta colisão, mas ficou gravemente ferida, com traumatismo cranioencefálico e outras lesões.
Fabiane ficou presa às ferragens do Hyundai Creta e precisou ser retirada pelas equipes de resgate. Em estado crítico, foi encaminhada de helicóptero para atendimento hospitalar em Cascavel. Durante a recuperação, passou por cirurgia para reduzir a pressão intracraniana e permaneceu em coma induzido.
Foram semanas de incertezas e esperança. No dia 13 de maio, 22 dias depois da tragédia, Fabiane deixou a UTI e foi transferida para um quarto hospitalar. A evolução foi lenta, mas acompanhada com expectativa pela família e por milhares de pessoas que passaram a enviar mensagens de apoio e orações.
Ao longo dos meses, boletins divulgados pelos familiares registraram diferentes etapas da recuperação. Fabiane chegou a apresentar quadro estável e avançou gradualmente na reabilitação. Em determinado momento, precisou receber antibióticos após desenvolver um processo infeccioso durante a internação, mas conseguiu superar a infecção.
A família relatava que cada pequena evolução era recebida com esperança. A recuperação, porém, exigia tempo, cuidados intensivos e acompanhamento constante.
A tragédia que levou Bianca
Na manhã de 21 de abril de 2026, Fabiane conduzia um Hyundai Creta pela BR-277, em Céu Azul, quando tentava acessar o município e acabou atingida violentamente por uma carreta.
A força da colisão foi tamanha que o automóvel foi arrastado por aproximadamente 86 metros e ficou completamente destruído. Bianca estava no veículo e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local.
A morte da menina provocou uma onda de comoção em Toledo, Cascavel, Céu Azul e outras cidades da região. Bianca estudava no Colégio La Salle, em Toledo, que também manifestou pesar pela tragédia.
O velório da menina ocorreu na Paróquia São Cristóvão, em Toledo, e a missa de sétimo dia foi realizada em 30 de abril.
Enquanto familiares se despediam de Bianca, Fabiane permanecia no hospital, iniciando uma batalha que duraria meses.
Esperança até o último momento
A história de Fabiane foi marcada pela expectativa de que ela pudesse voltar para casa. Familiares mantiveram a comunidade informada sobre cada etapa do tratamento, enquanto mensagens, orações e demonstrações de carinho chegavam de diferentes lugares.
Agora, quase cinco meses depois da colisão que mudou para sempre a vida da família, chega a notícia mais difícil.
Fabiane não resistiu.
A despedida comunicada pela família, no entanto, traz também a imagem do reencontro que representa o desejo daqueles que ficaram: depois de uma longa e dolorosa batalha, mãe e filha estão novamente juntas.
“Depois de uma longa e difícil caminhada, hoje ela parte ao encontro de sua Bianca”, escreveu a família na homenagem publicada neste sábado.
As informações sobre velório e sepultamento de Fabiane serão divulgadas posteriormente pelos familiares.